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STJ ouve juízes de 1ª instância para orientar decisões

Presidente do STJ defende participação de juízes de primeira instância na elaboração de enunciados, que orientam decisões, mas não são obrigatórios

Herman Benjamin tem 68 anos; o presidente do STJ concedeu a entrevista ao Poder360 em 4 de dezembro de 2025
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  • O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, afirmou que juízes de vara única são “completos” por lidarem com várias áreas e com a realidade do país.
  • A declaração ocorreu na abertura do 2º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, em Brasília, com magistrados debatendo enunciados que podem orientar decisões futuras.
  • Os enunciados não têm força obrigatória nem são decisões judiciais; funcionam como referência técnica para profissionais do direito.
  • O STJ recebeu 1.353 sugestões de enunciados, das quais 202 foram selecionadas para deliberar no encontro, distribuídas em cinco eixos temáticos.
  • O evento permanece até quarta-feira, 17 de junho de 2026, na sede do STJ, envolvendo temas de direito penal, privado, processual civil, público e institucionais.

O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, defendeu a participação de juízes de 1ª instância na elaboração de enunciados que podem orientar decisões judiciais no país. A afirmação foi feita na abertura do 2º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, em Brasília.

Benjamin, de 68 anos, ressaltou que juízes de vara única atuam em diversas áreas do Direito e estão próximos da realidade da população, o que, segundo ele, amplia a compreensão dos desafios da Justiça. A entrevista ocorreu em 15 de junho de 2026.

O evento reúne magistrados federais e estaduais de 1º grau para discutir propostas de enunciados, que são referências técnicas e conceituais, sem força obrigatória. Os enunciados não representam decisões nem posição oficial do STJ.

A fala também esclarece que, no STJ, nem todas as decisões estão vinculadas a uma visão constitucional, pois a atribuição maior de uniformizar a interpretação de leis federais fica sob o guarda-chuva do STJ, enquanto o STF trata da Constituição.

O QUE SÃO OS ENUNCIADOS

Os enunciados são orientações aprovadas em eventos jurídicos para consolidar entendimentos sobre temas do direito. Não obrigam magistrados e não respondem por decisões. Servem como referência técnica para a prática profissional.

Segundo o STJ, o Congresso recebeu 1.353 sugestões, das quais 202 propostas foram selecionadas para deliberação. As propostas foram distribuídas em cinco eixos: penal, privado, processual civil, público e temas institucionais.

O congresso ocorre até quarta-feira, dia 17 de junho de 2026, na sede do STJ, com sessões que discutem parâmetros para futuras decisões de primeira instância. O objetivo é orientar a aplicação da lei em contextos diversos.

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