- O governo de Donald Trump anunciou o uso de poderes de defesa e o aporte de US$ 75 milhões para um terminal de carvão no porto de Oakland, com início possível ainda neste verão.
- Em West Oakland, bairro com histórico de poluição e resíduos tóxicos, moradores e organizações locais organizam protestos e reuniões para impedir o projeto.
- Grupos No Coal in Oakland e Keep Coal Out estudam estratégias legais e financeiras para contestar o terminal, citando estimativas de custo próximos de US$ 400 milhões e a necessidade de captar investidores.
- Oakland já banira há anos o manuseio e armazenamento de carvão; a disputa envolve decisões judiciais e a assinatura de acordos com o empresário Phil Tagami.
- O terminal deverá ser atendido por trens que passariam por cidades do East Bay, elevando preocupações com poeira de carvão e impactos à saúde, com mobilizações e consultas públicas previstas.
West Oakland, bairro de Oakland, na Califórnia, enfrenta nova ofensiva do governo federal para financiar um terminal de exportação de carvão no porto local. O anúncio envolve aporte de 75 milhões de dólares, dentro de um pacote de 700 milhões destinados a projetos de carvão nos EUA. A meta é iniciar a construção ainda neste verão.
Organizadores locais descrevem o movimento como retorno de impulso a uma luta que dura mais de uma década. Grupos como No Coal in Oakland e Keep Coal Out têm buscado impedir o avanço do terminal, alegando impactos ambientais e riscos à saúde da população da região, já pressionada por poluição e resíduos tóxicos.
Em West Oakland, moradores já participavam de ações contra o projeto quando a iniciativa federal foi anunciada. A mobilização ganhou fôlego após a decisão presidencial de usar poderes de defesa para acelerar investimentos em carvão, aumentando a urgência de reivindicar transparência e participação pública nas licenças.
O caso envolve também o empresário Phil Tagami, responsável por contrato original para o terminal na área portuária. Embora tenha inicialmente afirmado não visar o carvão, o projeto ganhou contornos de disputa jurídica após mudanças regulatórias e ações legais movidas pela cidade de Oakland.
Representantes do movimento ambiental destacam que o terminal poderia exigir fluxos de trem que passariam por cidades vizinhas, elevando a poluição de partículas e o acúmulo de poeira de carvão nos bairros. A prefeitura de Oakland já enfrentou obstáculos legais e administrativos relacionados à existência do terminal.
Várias autoridades estaduais, incluindo deputadas estaduais, manifestaram oposição à iniciativa de financiamento. Organizações ambientais ressaltam que a implementação depende de uma série de licenças e regulamentos locais, regionais e federais, sujeitando o projeto a novos questionamentos e audiências públicas.
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