- Macron afirmou que não retirará o imposto digital sobre empresas de tecnologia americanas, mantendo a taxação antes da cúpula do G7 em Évian.
- Trump ameaçou impor tarifas sobre vinhos franceses, a menos que Paris retire o imposto digital, criando tensão antes do encontro com Macron.
- A disputa ocorre em meio a cerca de tarifas futuras e à decisão da Suprema Corte dos EUA, que bloqueou tarifas globais anteriores, dificultando medidas rápidas contra franceses.
- Macron e Trump devem se encontrar na cúpula do G7; o presidente francês busca manter posição firme, com tom de diálogo respeitoso.
- A França lidera o imposto sobre serviços digitais; os EUA são um mercado importante para o champanhe francês, e há referência a um acordo EU–EUA de comércio para tarifas.
Emmanuel Macron manteve a taxação digital sobre empresas de tecnologia, resistindo às ameaças de Donald Trump de impor tarifas sobre o vinho francês. A declaração ocorreu durante o G7, em Évian, antes do encontro entre os dois líderes. A França continua defendendo a taxação como parte de sua política fiscal sobre serviços digitais.
Trump afirmou, em entrevista ao New York Post, que não restará alternativa senão cobrar tarifas sobre vinhos franceses caso Paris não retire o imposto sobre serviços digitais. A ameaça ocorre em meio a uma disputa histórica entre Washington e Paris sobre a tributação de gigantes como Amazon e Meta.
O contexto envolve a cúpula do G7, que acontece nos Alpes franceses, com Macron já próximo do fim do mandato. O encontro deverá abordar uma agenda ampla, incluindo o acordo entre EUA e UE sobre o comércio e questões regionais, além de relações com o Irã.
Macron reiterou que a decisão sobre legislação tributária não depende de Washington e reforçou que o diálogo entre as duas frentes será respeitoso. O presidente destacou que manter a tarifa para tech companies é uma posição europeia consolidada.
A França tem enfatizado que o imposto sobre serviços digitais visa lucros obtidos por grandes plataformas, independentemente da nacionalidade da empresa. Clientes dos EUA representam parte relevante das exportações de bebidas alcoólicas francesas, incluindo o champanhe.
Embora a Suprema Corte dos EUA tenha bloqueado tarifas globais propostas por Trump em fevereiro, o caminho para impor novas tarifas de vinhos franceses permanece complexo, exigindo investigações comerciais que podem levar meses.
As conversas entre Macron e Trump também devem tratar de cooperação em temas econômicos e de segurança, com o objetivo de demonstrar firmeza diplomática diante de pressões comerciais. O jantar de encerramento do G7 deverá ocorrer no Palácio de Versalhes.
Fontes do governo francês apontam que a agenda do encontro inclui ainda temas como cooperação econômica e diplomacia multilateral, sem indicações de mudanças imediatas na política de tarifas ou tributação digital. A Casa Branca não comento a reação de Macron nem as propostas de tarifas.
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