- A SPU já havia solicitado bloqueio de acesso à Ponte do Esqueleto em Limeira; em 2024 ocorreu outro acidente fatal com ciclista e a ponte ficou bloqueada por meses, sendo reaberta depois de debates na Câmara.
- Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado após ser arremessada da ponte sem corda de segurança, em salto de rope jump, de aproximadamente 40 metros.
- A ponte fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, é parte da antiga Rede Ferroviária Federal, não concluída e desativada, utilizada como ponto turístico informal para esportes radicais.
- A prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão e disse que, desde 2025, cobrava providências dos órgãos federais responsáveis pela ponte; a administração afirma que a fiscalização é de competência federal.
- A SPU afirma que os poderes públicos precisam agir de forma conjunta para evitar o acesso e atividades ilegais; três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.
A União informou que já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) o bloqueio de acesso à Ponte do Esqueleto. O pedido foi feito antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado. Ela foi lançada sem cordas de uma altura de cerca de 40 metros, durante prática de rope jump, na ponte binacional entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
A Ponte do Esqueleto é uma estrutura da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), desativada há anos e que virou ponto turístico informal para esportes radicais. Em 2024, houve outro acidente fatal no local envolvendo uma ciclista, o que levou a prefeitura a bloquear temporariamente o acesso. A reabertura, contudo, foi discutida com empresários locais na Câmara de Limeira.
Maria Eduarda era moradora de Jandira e morreu após o salto não ter corda de segurança. A prática de rope jump envolve saltos de locais elevados, preso a cordas; o acidente ocorreu durante uma atividade promovida por empresa privada.
Responsabilidade de fiscalização e próximos passos
A prefeitura de Limeira informou que deve processar o governo federal por omissão e reforçou que, desde 2025, cobrava providências junto aos órgãos federais responsáveis pela ponte. A administração municipal afirmou que a fiscalização, manutenção e controle de acesso competem ao Governo Federal, e que não houve medidas concretas até o momento.
Para a SPU, é necessária uma atuação conjunta dos poderes públicos para evitar o acesso à ponte e coibir atividades ilegais. A secretaria destacou a necessidade de decisões rápidas entre União, estados e municípios para o futuro da estrutura.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que a morte ocorreu durante atividade de rope jump promovida por empresa privada, na qual a corda não foi presa à jovem antes do salto. O Samu foi acionado, confirmou o óbito no local e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.
Três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, segundo a Polícia Militar. Ainda não há definição de responsabilidade única sobre o caso, que envolve a administração federal, a prefeitura de Limeira e a empresa prestadora do serviço.
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