- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, defende privatizações para reduzir a dívida pública, sem indicar empresas específicas.
- Afirmou que privatizar tudo resultaria em receitas para abater a dívida, que estaria próxima de R$ 10 trilhões, com gastos de juros de cerca de R$ 1,5 trilhão por ano.
- Propõe reduzir a alíquota-padrão do IVA de 28% para 25% em até dez anos e criticou o volume de emendas parlamentares, defendendo maior controle de benefícios sociais.
- Disse que todos os nomes da direita devem estar contra Lula no segundo turno, mas criticou ligações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e não acredita em rompimento do Novo com o PL nos estados.
- Defendeu tratar PCC e CV como organizações terroristas e pediu cooperação internacional, propondo linha dura no combate ao crime e mudanças no STF, incluindo idade mínima para indicação.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, defendeu novamente uma agenda de privatizações. Em painel no Fórum Rumos do Brasil, da revista Veja, ele afirmou que pretende privatizar tudo e que a receita com essas venda seria destinada a reduzir a dívida pública. O líder do Novo não citou empresas específicas, mas já havia sinalizado, em evento anterior, que Petrobras e Banco do Brasil estariam no radar.
Para Zema, privatizações ajudariam a diminuir custos com juros. Ele destacou que a dívida pública tende a alcançar 10 trilhões de reais, com juros anuais de aproximadamente 1,5 trilhão. O ex-governador de Minas Gerais também criticou o peso das emendas no Orçamento e pediu maior controle sobre benefícios sociais.
Propostas fiscais e econômicas
O ex-governador apresentou a ideia de reduzir impostos para atrair investimentos em áreas estratégicas, como transformação digital. Entre as metas, está a redução da alíquota do IVA de 28% para 25% em até dez anos, segundo o que ele mencionou.
Relação com o cenário político
Zema afirmou que as opções da direita devem se unir contra Lula no segundo turno, sem agradar à ideia de rompimento com o PL em nível estadual. Ele minimizou rumores de articulações entre o Novo e o PL, citando não ter certeza de rompimento em estados onde o PL tem atuação.
Combate ao crime e à Justiça
No campo de segurança, Zema defendeu enquadrar facções criminosas como organizações terroristas, defendendo cooperação internacional e a mobilização de órgãos de segurança nacionais, como Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Federal, Coaf e Receita Federal. Também sugeriu endurecer a atuação contra revogação de prisões após segunda detenção e reforçou a rigidez contra o uso de tornozeleiras eletrônicas.
STF e indicações
Sobre o Supremo, Zema disse apoiar uma idade mínima para nomeação, argumentando que a indicação deveria envolver uma trajetória sólida no meio jurídico. Criticou a prática de indicações de aliados, afirmando que episódios recentes marcaram esse cuidado necessário com o processo. O pré-candidato ressaltou que o presidente da República tem wide margem de escolha nesses casos.
Fontes: Veja e Terra reportaram os posicionamentos de Zema durante as agendas públicas e entrevistas associadas a esse tema.
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