- O CNT/MDA aponta que 84,3% dos brasileiros concordam que quem comete crimes graves deve responder como adulto, com a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em discussão.
- A CCJ da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC 32/2015, primeiro passo para a tramitação no Legislativo.
- Entre eleitores de esquerda, 74% aprovam a medida, e 23% se manifestam contra.
- Mesmo com amplo apoio, apenas 21,1% consideram a redução como a mudança mais decisiva para combater a violência; prioridades citadas incluem leis mais duras, policiamento e oportunidades de emprego e educação.
- A pesquisa foi realizada com 2.002 entrevistas entre 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais (protocolo BR-04256/2026).
O acachapante apoio à redução da maioridade penal segue registrado em pesquisa do CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, 17. O levantamento aponta que 84,3% dos brasileiros aprovam que quem comete crimes graves responda como adulto, com a idade mínima de 16 anos em debate no Congresso. A CCJ da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC 32/2015, caminho para tramitação em comissão especial e plenário.
Entre os que apoiam, há forte presença entre eleitores de esquerda: 74% aprovam a redução. Também aparecem índices significativos entre brasileiros com ensino superior (76%) e jovens de 18 a 24 anos (78%). Já 23% de pessoas favoráveis pertencem a outros perfis.
Apesar do amplo apoio, poucos apontam a medida como fator decisivo para combater a violência. Apenas 21,1% citam a mudança como importante nesse objetivo. Outros temas são considerados mais relevantes: leis mais duras e penas maiores (41%), policiamento nas ruas (35,1%) e mais oportunidades de emprego e educação (28,2%).
Resultados da pesquisa
O CNT/MDA realizou 2.002 entrevistas entre 10 e 14 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é BR-04256/2026. O estudo também traz dados sobre percepção de políticas de segurança e prioridades da população.
Desdobramentos e contexto
A pesquisa mostra que o tema continua polarizando, com apoio relevante mesmo entre hidros de espectro ideológico diverso, enquanto a tramitação da PEC avança na Câmara. A divulgação reforça a necessidade de acompanhar os próximos passos legislativos e as avaliações públicas sobre eficácia de políticas de segurança.
Fonte: CNT/MDA (dados divulgados em 17 de junho de 2026).
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