- O senador Cleitinho (Republicanos-MG) voltou a defender a aprovação da emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1 e adota o modelo 5×2; a PEC 221/2019 já foi aprovada pela Câmara e está em análise no Senado.
- Ele comparou a realidade dos trabalhadores com salários baixos e longas jornadas à dos políticos e citou privilégios como pensões para filhas solteiras de servidores da Câmara, plano de saúde vitalício para ex-senadores, aluguéis de carros oficiais e aposentadoria compulsória de juízes.
- Disse que continuará defendendo o fim da escala 6×1, afirmando que o problema está nos três Poderes e que é preciso cortar privilégios para dignificar o trabalhador.
- No pronunciamento, Cleitinho criticou piadas nas redes sociais envolvendo o caso de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu ao ser atirada sem cordas durante um salto de rope jump, em Limeira.
- Ele afirmou que usar o caso como provocação política é inadmissível, chamando a atitude de baixaria e desrespeito à família da jovem.
Em pronunciamento nesta terça-feira (16), no Plenário do Senado, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a aprovação da PEC 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6×1 e adota o modelo 5×2. A proposta já passou pela Câmara e segue para análise no Senado.
Cleitinho argumentou que trabalhadores enfrentam jornadas longas e salários baixos, e apontou privilégios da política como comparação. Citou pensões para filhas solteiras de servidores da Câmara, plano de saúde vitalício para ex-senadores, aluguel de carros oficiais e aposentadoria compulsória de juízes como itens a serem revisados.
Segundo o senador, continuará fazendo comparações até que a escala 6×1 seja encerrada, enfatizando que o problema está nos três Poderes e que medidas precisam alcançar o trabalhador. A fala ocorreu no mesmo contexto de críticas à relação entre privilégios e a realidade dos cidadãos.
Repúdio
No mesmo pronunciamento, Cleitinho criticou piadas nas redes sociais envolvendo o caso de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morta em Limeira (SP) durante um salto de rope jump. A imagem circulante substituiu a jovem pela figura do presidente Lula.
O senador afirmou que o episódio não é política, mas uma ofensa grave às famílias da vítima, e destacou que não se trata de desrespeito a pessoas públicas, mas de desrespeito à memória de uma vítima.
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