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Comissão da Câmara aprova reparação a familiares de vítimas de Acari

Comissão de Direitos Humanos aprova reparação a familiares da Chacina de Acari; Mães de Acari passam a integrar o Livro dos Heróis da Pátria

Rio de Janeiro (RJ) 17/12/2024 – Familiares das vítimas da Chacina de Acari e advogados que os representam fazem a leitura pública da sentença de condenação do Estado brasileiro no caso, divulgada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou projeto que reconhece responsabilidade do Estado pela Chacina de Acari (1990), oferecendo reparação financeira e preservação da memória das vítimas.
  • O texto prevê uma pensão mensal vitalícia de um salário mínimo às famílias das 11 vítimas, com prioridade para ascendentes, seguido por descendentes e irmãos.
  • As Mães de Acari devem ser inscritas no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, no Panteão da Pátria, em Brasília.
  • O substitutivo, ao manter o conteúdo, faz ajustes técnicos e também institui o Dia Nacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados em 26 de julho.
  • O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado para virar lei.

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reconhece a responsabilidade do Estado pelos desaparecimentos forçados durante a Chacina de Acari, ocorrida em 1990 no Rio de Janeiro. A proposta também prevê reparação financeira e preservação da memória das vítimas.

A chacina ocorreu em julho de 1990, quando 11 pessoas da comunidade de Acari foram sequestradas por homens encapuzados e assassinadas em um sítio em Magé. Investigações indicaram participação de policiais militares no grupo de extermínio; os corpos não foram encontrados. O caso ganhou atenção internacional ao longo dos anos.

O projeto aprovado inclui a inscrição do grupo conhecido como Mães de Acari no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, no Panteão da Pátria, em Brasília. Lideradas por Edméia da Silva Euzébio, Vera Lúcia Flores Leite e Marilene Lima de Souza, as mães enfrentaram ameaças para defender a memória dos filhos.

Mães de Acari e reconhecimento

O grupo, que ganhou visibilidade internacional, chegou a receber a visita de figuras internacionais e tornou-se símbolo de luta por justiça. Além das mães, 11 jovens foram vítimas da chacina, entre eles Hudson de Oliveira Silva, Edson Souza Costa e Antônio Carlos da Silva.

Reparação financeira e formalização

A proposta estabelece pensão mensal vitalícia de um salário mínimo aos familiares das 11 vítimas, com recursos do programa de Indenizações e Pensões Especiais da União. A prioridade de recebimento fica com ascendentes, seguido de descendentes e irmãos.

Contexto institucional e próximos passos

O substitutivo, apresentado pelo relator, Ajusta dispositivos para compatibilizar com a legislação federal vigente. O projeto também institui o Dia Nacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, lembrado em 26 de julho. O texto segue para análise pela CCJ, Câmara e Senado.

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