- Eduardo Bolsonaro, deputado cassado, pediu aos Estados Unidos que retomem as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do seu processo no STF, antes da sessão desta terça-feira.
- Em postagem em inglês no X, ele diz que o STF deve condená-lo em retaliação a Donald Trump e que a Corte trata a administração norte‑americana como uma organização criminosa.
- O deputado pediu a Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário de Tesouro Scott Bessent que restabeleçam as sanções contra Moraes, afirmando que a medida é necessária e urgente.
- Moraes rejeitou o pedido da Defensoria Pública da União para adiar o julgamento, mantendo o quórum mínimo de três ministros na Primeira Turma.
- O processo envolve coação no curso do julgamento de uma suposta trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro, deputado cassado, pediu aos Estados Unidos a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, na véspera de seu julgamento no STF por coação no curso do processo. O plenário da Primeira Turma pode julgá-lo nesta terça-feira, em Brasília.
O político publicou uma mensagem em inglês no X, afirmando que o STF prepara a condenação para retaliar o governo de Donald Trump. Segundo ele, a Corte trata a administração norte‑americana como se fosse uma organização criminosa.
Dirigindo‑se a Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário do Tesouro Scott Bessent, Eduardo pediu a reinstituição das sanções contra Moraes, dizendo que a medida é urgente e necessária. A alegação é de que houve suspensão indevida.
O cassado sustenta que a acusação de coação não procede e acusa novamente a gestão Trump de ser alvo de hostilidade, insinuando uma relação entre a defesa de Moraes e interesses norte‑americanos.
A acusação envolve a suposta atuação de Eduardo no governo dos EUA desde 2025, com suposta influência para impor medidas contra o Brasil como retaliação ao andamento do caso envolvendo o pai, Jair Bolsonaro, condenado em processo anterior.
Eduardo também reconhece o risco de coordenação com autoridades americanas para influenciar decisões, afirmando que a retaliação não pode prosperar. O objetivo é ampliar a pressão internacional sobre o STF.
Judicialmente, Moraes rejeitou pedido da Defensoria Pública da União para adiar o julgamento, sustentando que o regimento exige três ministros presentes e que a composição atual atende ao quórum. Em caso de empate, o réu é beneficiado.
A Primeira Turma do STF é formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia, com uma vaga aberta desde a aposentadoria de Barroso. O Senado não aprovou a indicação de Jorge Messias para o cargo de advogado‑geral da União.
O julgamento ocorre em meio a questionamentos sobre a composição da turma e possíveis impactos legais, com o Ministério Público atuando em defesa das acusações contra Eduardo Bolsonaro. Não cabe opinião nesta apuração.
Entre na conversa da comunidade