- Promotores federais acusam quinze pessoas de conspiração, agressão e outros crimes por impedir a atuação de agentes federais em operações de imigração irregular em Minneapolis.
- Doze réus foram presos, um já estava em custódia e dois seguem foragidos; os réus estão ligados a grupos da cidade associados à Antifa.
- As acusações incluem conspiração para impedir ou ferir um agente federal, incitação à violência, perseguição, agressão e destruição de patrimônio público.
- As ações de protesto ganharam força no início do ano após as mortes de Renée Good e Alex Pretti durante intervenções do ICE e da Alfândega e Proteção de Fronteiras.
- O governo argumenta que as acusações visam combater comportamento organizado que busca interromper a aplicação da lei federal, com base em memorando de segurança nacional assinado pelo então presidente.
O governo dos EUA formalizou acusações contra 15 pessoas ligadas a protestos ocorridos em Minneapolis, Minnesota, neste ano. Os réus são acusados de conspiração para impedir a atuação de agentes federais, agressão, danos a patrimônio público e outros crimes relacionados à atuação do ICE durante operações de imigração.
Promotores afirmam que os investigados pertenciam a dois grupos da cidade ligados à Antifa, com atuação considerada como resistência a ações de imigração. Doze réus já foram presos na terça-feira, um estava em custódia e dois permanecem foragidos. Não há confirmação de representação legal para todos.
Acusações e desdobramentos
Os réus são apontados por conspiração para impedir ou ferir agentes federais, incitação à violência, perseguição, agressão e destruição de patrimônio. Morgan e Rakotz são acusados de agressão a agente federal; Wagner enfrenta acusações de incitação e ameaças. Morgan também responde por danos ao patrimônio público.
As denúncias indicam uso de entulhos, veículos e objetos para obstruir vias utilizadas por forças federais, além de escudos caseiros apresentados para resistir aos agentes. Promotores ressaltam que as acusações decorrem de atividades organizadas para interromper a aplicação da lei.
Contexto e consequências
O caso ocorre após mortes ocorridas no início deste ano durante abordagens de autoridades de imigração, que impulsionaram as manifestações. Promotores disseram que as ações refletem um esforço para enfrentar comportamento ilegal que coloca em risco agentes e comunidades. O FBI investiga também conversas criptografadas usadas por ativistas.
O governo federal tem adotado medidas para reprimir ações associadas ao Antifa e à resistência contra políticas de imigração. Em Chicago, recentemente, promotores arquivaram acusações contra outros manifestantes envolvidos em incidentes semelhantes.
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