- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que a lei de delação premiada aprovada no governo Dilma foi um erro.
- Em discurso no plenário, ele disse que o Congresso não percebeu os riscos de acordos com investigados presos.
- Wagner afirmou que a delação sob coação psicológica facilitou acusações que resultaram na prisão do ex-presidente Lula.
- O senador defendeu que a colaboração premiada deve ocorrer apenas com investigados em liberdade.
- Questionou se alguém que está preso conseguiria evitar voltar para a Papuda, sob o argumento de coação.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou no plenário nesta terça-feira 16 que a lei de delação premiada aprovada no governo Dilma Rousseff foi um erro. Segundo ele, o Congresso na época não percebeu os riscos de permitir acordos com investigados presos.
Wagner sustenta que o modelo abriu espaço para delações obtidas sob coação psicológica, citando, de modo indireto, investigações da Operação Lava Jato. Ele afirma que tais acordos produziram um grande volume de acusações que tiveram impacto relevante no cenário político.
O senador do PT da Bahia acrescenta que a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade. Segundo ele, quem está preso não enfrenta o mesmo nível de coerção para colaborar, o que, em sua avaliação, compromete a finalidade do instituto.
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