- STF pediu explicações e deu 24 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar sobre a arma encontrada em veículo de militar do Exército.
- A arma pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e o caso está sob avaliação do STF durante o regime de prisão domiciliar humanitária.
- O Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também deverá esclarecer o cumprimento de ordens e a segurança nos veículos que saem da residência de Bolsonaro.
- Em Taguatinga, durante blitz da PM, um militar conduzia um veículo oficial com uma arma institucional e uma segunda arma; ele foi detido, mas liberado.
- A ocorrência será investigada pela 17ª Delegacia de Polícia e encaminhada ao STF para avaliação; a defesa de Bolsonaro não havia se manifestado até a publicação.
O STF pediu explicações sobre a arma encontrada com um militar do Exército que pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Bolsonaro tem 24 horas para se manifestar sobre o episódio, após documento publicado na terça-feira, 16.
O Tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, responsável pela segurança do regime domiciliar humanitário de Bolsonaro, também deve prestar esclarecimentos ao STF. O tribunal questiona a razão pela qual o condenado manteria uma arma em casa, com carregador sobressalente, e o motivo da solicitação de reparo no armamento próximo ao fim do período de 90 dias da prisão domiciliar.
O caso agita o Distrito Federal e envolve a segurança de um ex-presidente. O STF analisa se há cumprimento das determinações de revista nos veículos que saem da residência de Bolsonaro e se os aparelhos celulares dos agentes do GSI permanecem fora da casa, conforme apontado no documento.
Entenda o caso
Um militar foi parado em uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no DF, com uma arma que pertence a Bolsonaro. A abordagem ocorreu na noite de segunda-feira, 15. O militar conduzia um veículo oficial, no qual havia uma arma institucional regularmente portada e uma segunda arma de fogo. O homem disse não possuir documentação e afirmou que o armamento pertenceria a outra pessoa. O militar foi detido pela PM, encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia e, posteriormente, liberado.
A ocorrência foi encaminhada à 17ª DP e, em seguida, enviada para avaliação no STF. A investigação permanece em andamento, com apuração sobre a origem das armas e as circunstâncias da posse. A defesa de Bolsonaro e o comando militar devem prestar esclarecimentos nos próximos dias.
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