- O chefe de defesa britânico, Rich Knighton, disse que o Reino Unido terá que “dial back” operações e exercícios militares nos próximos anos se o MoD não receber mais recursos.
- Em audiência no comitê da Câmara dos Lordes, Knighton afirmou estar “mais preocupado” com o orçamento para atividades diárias desde a saída do secretário de defesa John Healey.
- Sem aumento de recursos, atividades militares na Europa, Ucrânia e Oriente Médio poderão ser reduzidas.
- Knighton destacou que o alvo de gastar 3,5% do PIB em defesa, acordado pela OTAN para 2035, continua a orientar as expectativas de parceiros.
- Embora o orçamento de capital tenha aumentado, o gasto com atividades diárias não; estima-se que a divisão entre gasto de atividade e de capital passe de 60/40 hoje para 50/50 até 2030.
Britain pode ter que reduzir operações militares e exercícios nos próximos anos caso o governo não forneça recursos adicionais ao Ministério da Defesa, informou o líder militar britânico. Rich Knighton fez o alerta em audiência no Lords, em sua primeira manifestação pública após a difícil saída de um secretário de defesa.
O almirante disse estar mais preocupado com os gastos diários de atividades do dia a dia do MoD do que com investimentos de longo prazo. Ele explicou que o financiamento atual não cobre plenamente as operações correntes, o que força ajustes operacionais se o orçamento não aumentar.
Knighton apontou uma tendência de financiamento: hoje, cerca de 60% do gasto é em atividades e recursos, contra 40% em investimentos de capital. A projeção para 2030 aponta queda no peso relativo de capital, com impactos potenciais em operações na Europa, na Ucrânia e no Oriente Médio.
A liderança britânica já discute cenários de orçamento frente a propostas de 2,68% do PIB para defesa até 2030. A saída de Healey ocorreu após o governo rejeitar aumento acima de 2,6% do PIB até 2027, o que gerou críticas sobre o cumprimento de metas da OTAN.
Orçamento e metas
A discussão ocorre após Healey anunciar sua renúncia e antes de apresentar uma declaração no parlamento. O ex-ministro também criticou o atraso no cumprimento da meta de 3,5% do PIB para defesa pela OTAN até 2035. Knighton reforçou a importância de cumprir esse patamar com aliados.
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