- O governo anunciou o Move Brasil, com financiamento facilitado para quem usa moto ou bicicleta como renda, como entregadores e mototaxistas.
- O Contran estabelece diretrizes, mas cada município pode adaptar as regras, gerando variações de velocidade, circulação em calçadas e ciclovias.
- No Rio de Janeiro, a prefeitura proibiu circulação em calçadas e ciclovias após atropelamento envolvendo bicicleta elétrica; mortes recentes de uma criança de 9 anos e de um homem de 30 anos reforçam o debate sobre vulnerabilidade.
- De janeiro a abril, as emergências municipais atenderam 11 mil motociclistas e garupas, o dobro do mesmo período de 2024.
- Entre 2019 e 2024, as mortes no trânsito envolvendo motocicletas cresceram 38%; a SBOT aponta que um terço das vítimas desenvolve sequelas permanentes, com dor crônica entre as mais comuns.
O governo federal anunciou o Move Brasil, linha de financiamento para quem usa moto ou bicicleta como instrumento de renda, como entregadores e mototaxistas. A medida visa reduzir a invisibilidade desse grupo, mas surge sob o foco de segurança viária.
Apesar de haver regras claras sobre quem pode ser beneficiado, não fica explícito como convivem motorizados, pedestres e ciclistas tradicionais. O marco legal depende de cada município adaptar normas conforme a realidade local, gerando variação de regras.
Conforme o Contran, há diretrizes para mobilidade de veículos leves, porém a implementação é local. Isso resulta em padrões divergentes de velocidade, circulação em calçadas e uso de ciclovias, abrindo espaço para infrações e acidentes.
No Rio de Janeiro, após atropelamento de mãe e filho em bicicleta elétrica, a prefeitura proibiu circulação em calçadas e ciclovias. Especialistas alertaram que a medida desloca o risco para pedestres e ciclistas tradicionais.
Este mês, dois novos casos chamam atenção: uma criança de 9 anos no Norte da cidade e um homem de 30 anos no Recreio dos Bandeirantes, ambos em bicicletas elétricas e atingidos por ônibus. Em 2024, emergências somaram 11 mil atendimentos a motociclistas e garupas, o dobro de 2023.
Em âmbito nacional, dados do Atlas da Violência mostram alta de 38% nas mortes de motociclistas entre 2019 e 2024, de 11.182 para 15.459. A SBOT aponta que um terço das vítimas evolui para sequelas permanentes, com dor crônica entre as mais comuns.
Jovens periféricos e sem vínculos formais compõem o grande grupo de entregadores. Políticas públicas nessa direção são bem-vindas, desde que considerem efeitos colaterais. Aumento da frota pode piorar a desordem no trânsito urbano.
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