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STF decide pela estabilidade e mantém Ricardo Couto no cargo de governador do RJ

STF mantém Ricardo Couto no governo do Rio para garantir estabilidade, após renúncia de Castro, mesmo sem ambições eleitorais

Governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto — Foto: Divulgação/Eliane Carvalho
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  • O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio, assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro e defende sua continuidade, sem pretensão política ou eleitoral.
  • O STF decidiu manter Couto no comando até a conclusão da análise sobre as eleições para o mandato-tampão, priorizando estabilidade institucional.
  • Couto afirmou que, com a vacância, houve necessidade de uma linha de legitimidade clara e que o STF optou pela segurança da previsibilidade.
  • Ele citou meta de deixar o governo com superávit de R$ 5 bilhões, em meio a um déficit projetado de R$ 19 bilhões para 2026.
  • Em discurso, admitiu provável permanência por 90 dias ou mais e destacou ter adotado um perfil de “governador com força institucional”, criticando incumbências políticas sobre cargos na máquina pública.

Ricardo Couto, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permanece no cargo de governador em exercício após a renúncia de Cláudio Castro, em março. O STF confirmou a continuidade dele à frente do Executivo estadual, em decisão que privilegia a estabilidade institucional.

O desdobramento ocorreu no âmbito da crise de sucessão no Palácio Guanabara. À época da vacância, não havia vice-governador nem presidente da Alerj, o que elevou o papel de Couto como substituto interino, até que o STF sinalize o formato da eleição para o mandato-tampão.

A Corte analisa se a escolha do novo governador deverá ocorrer por voto direto da população ou por escolha indireta de deputados estaduais. O julgamento, suspenso por pedido de vista, mantém Couto na função até que haja decisão final sobre o formato das eleições.

Couto destacou nos próximos passos a necessidade de estabilidade administrativa. Ele mencionou metas para a gestão, incluindo medidas para reduzir a máquina pública e aumentar a eficiência do funcionamento estatal, sem revelar pretensões eleitorais.

Sobre a permanência no cargo, o desembargador indicou que a duração pode se estender além de dias e, hoje, a previsão aponta para 90 dias ou mais, dependendo do andamento do processo no STF.

Na condução da gestão, Couto sinalizou mudanças institucionais visando maior responsabilidade fiscal. O Rio de Janeiro enfrenta déficit estimado de aproximadamente R$ 19 bilhões para 2026, enquanto o governante em exercício projetou superávit de até R$ 5 bilhões.

Ao comentar a discussão sobre a linha sucessória, ele reforçou a necessidade de um modelo mais estável, discutindo o papel do Parlamento na ocupação de cargos do Executivo. O tema, segundo ele, transcende o âmbito estadual e envolve questões federais.

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