- Durante a sessão da Segunda Turma, ministros divergiram sobre a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi mantida por três votos a um.
- Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar e criticou prisões na Operação Compliance Zero, comparando com a possibilidade de pressionar por delações premiadas.
- André Mendonça afirmou que não se trata da Lava Jato e disse que forçar um acordo seria “trabalho abjeto”.
- A retirada de sigilo do caso foi anunciada por Mendonça; Gilmar disse que houve tentativa de constranger a defesa.
- Mendonça sustentou a necessidade de compartilhar com os colegas todos os elementos do processo.
Os ministros da Segunda Turma do STF divergiram nesta terça-feira sobre a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento manteve a prisão por três votos a um, em meio a críticas e perguntas sobre o uso de medidas cautelares.
Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar de Henrique. Ele também criticou a prisão de investigados na Operação Compliance Zero e fez comparações com a Lava Jato, sugerindo pressão para delações premiadas.
André Mendonça discordou, afirmando que a Lava Jato não está em julgamento e que tentar forçar um acordo seria *trabalho abjeto*. Ele ressaltou que o caso está sendo analisado apenas naquele processo.
Sigilo e defesa
Mendonça decidiu retirar o sigilo da investigação que levou à prisão. A medida ocorreu após Gilmar devolver a vista solicitada e incluir o caso na pauta de julgamento.
Gilmar sustentou que houve tentativa de constranger a defesa. Ele afirmou que houve constrangimento e descredibilização das equipes de defesa, em vez de se avaliar o material probatório relevante.
Mendonça rebateu dizendo que era necessário compartilhar com os colegas todos os elementos. A sessão seguiu com os argumentos sobre o conteúdo da investigação e as regras de sigilo.
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