- Haddad disse que Tarcísio de Freitas erra ao criticar a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF, afirmando que isso é mau exemplo para São Paulo.
- O ex-ministro afirmou que Eduardo Bolsonaro conspirou contra a soberania nacional nos Estados Unidos, colocou ministros do STF em constrangimento e prejudicou a economia paulista.
- Os comentários foram feitos em conversa com jornalistas após evento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
- Haddad disse ter se reunido com o vice-presidente Geraldo Alckmin e que espera que o impasse sobre a vice na chapa de outubro seja resolvido em breve.
- Em sua exposição, Haddad destacou uma tese sobre o desenvolvimento brasileiro, afirmando que, desde 1889, o país formou uma classe dominante que dificulta um projeto nacional e gera instabilidade institucional.
Fernando Haddad criticou nesta quarta-feira a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao comentar a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo STF. O ex-ministro afirmou que a avaliação do governador sobre o caso evidencia um mau exemplo para o estado.
Segundo Haddad, a ação de Eduardo Bolsonaro, que envolve crime de coação no curso do processo, causou constrangimento aos ministros do STF e prejuízos à economia paulista, impactando mais o estado do que outras áreas. A crítica foi feita após evento na PUC-SP, em São Paulo.
O ex-ministro também ressaltou que a atitude de Eduardo afeta o funcionamento institucional e citou impactos econômicos como consequência. Ele pediu responsabilidade ao governador na defesa da Justiça e da lei, sem desrespeito às instituições.
Sobre a composição da chapa de outubro, Haddad disse ter ocorrido um encontro recente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e afirmou esperar que a dúvida sobre a vaga na vice-presidência seja definida em breve. O objetivo é manter o equilíbrio da aliança.
Haddad participou de debate sobre desenvolvimento econômico e democracia, ao lado de pesquisadores. Em videoconferência, José Dirceu, que também está no radar eleitoral, discutiu o tema, com foco em políticas públicas e governança.
Durante a fala, o ex-ministro apresentou uma leitura histórica sobre o desenvolvimento do Brasil, associando o atraso econômico a um pacto oligárquico herdado de finais do século XIX. A solução, para ele, envolve fortalecer um projeto nacional.
Haddad afirma que, desde 1889, a transição de um modelo republicano não consolidou uma classe dirigente capaz de pensar no interesse nacional, o que, segundo ele, compromete a estabilidade institucional diante de crises democráticas.
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