- Em Évian, França, fim da cúpula do G7, Donald Trump comentou a condenação de Eduardo Bolsonaro e citou possível prisão de Bolsonaro Júnior, ligando‑os a pesquisas de intenção e a eleições “fraudadas”.
- Lula respondeu em Genebra, defendendo o sistema eleitoral do Brasil e dizendo que Trump deveria aprender com as eleições brasileiras, mais tranquilas e civilizadas.
- O presidente brasileiro afirmou que, na próxima vez, levaria a urna eletrônica para demonstrar como funciona e afirmou que cada país tem de lidar com suas eleições.
- Lula ressaltou que Trump tem direito a preferências ideológicas, mas pediu que não se meta nas eleições do Brasil; não houve reunião bilateral entre os dois durante a cúpula.
- O governo brasileiro disse que está em negociação com os Estados Unidos e classificou as ações de Trump como desrespeitosas ao Brasil, sem acordo fechado na ocasião.
Pouco antes do encerramento da cúpula do G7 em Évian, França, Donald Trump comentou sobre as eleições no Brasil e citou Eduardo Bolsonaro em tom de dúvida jurídica, ligando a condenação a possível motivação política. O tema ganhou repercussão após o fim da reunião. Lula respondeu na coletiva em Genebra, defendendo o sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o governo brasileiro, Trump misturou casos da família Bolsonaro com o processo do STF que condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão e sugeriu ações contra Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu na coletiva de imprensa após perguntas de jornalistas brasileiros.
Lula disse que o Brasil tem eleições tranquilas e menos conturbadas que as dos EUA e ressaltou que o Brasil pode ensinar sobre eleições civis. O presidente afirmou que, em futuras ocasiões, poderia levar urna eletrônica para esclarecer o funcionamento do sistema.
Reação de Lula
Na fala de Genebra, Lula afastou a ideia de que as eleições brasileiras estejam sob ameaça e destacou a confiança no processo eleitoral. O presidente afirmou que os Estados Unidos podem aprender com o Brasil sobre eleições estáveis e justas.
Desdobramentos diplomáticos
Apesar da expectativa de uma reunião bilateral entre Lula e Trump, não houve encontro formal durante a cúpula. Brasília avaliava negociações prévias a tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
Contexto internacional
Lula reforçou que cada país tem seus próprios temas eleitorais internos e pediu respeito mútuo entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro mantém a posição de resistência a qualquer interferência externa em questões internas.
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