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PF investiga traficantes violentos e bloqueia R$ 97 milhões na Bahia

Operação Conexão Perigosa cumpre 22 mandados e bloqueia R$ 97,7 milhões na Bahia; grupo usa violência para intimidar população e autoridades e ocultar recursos

PF investiga traficantes violentos e bloqueia R$ 97 milhões na BA
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Conexão Perigosa, com 22 mandados de busca e apreensão e bloqueio de R$ 97,7 milhões de um grupo criminoso investigado por domínio social em comunidades da região de Salvador, Bahia.
  • O grupo atua há pelo menos uma década no Sul da Bahia, usando violência, grave ameaça e coação para intimidar a população e autoridades e atacar serviços e infraestrutura.
  • Há indicativos de uma possível ligação entre o líder da organização e servidores públicos de Porto Seguro.
  • Nesta quarta-feira, os 22 mandados foram cumpridos em Porto Seguro, e seis empresas ligadas aos investigados tiveram atividades suspensas.
  • As investigações continuam para apurar o envolvimento de outras pessoas; se condenados, os investigados podem enfrentar penas que somem mais de 50 anos de reclusão.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Conexão Perigosa para cumprir 22 mandados de busca e apreensão e bloquear aproximadamente R$ 97,7 milhões de um grupo criminoso que atua na região de Salvador, Bahia. A ação visa interromper atividades de violência, coação e ataque a serviços essenciais.

Segundo a PF, o grupo utiliza grave ameaça para intimidar a população e autoridades, além de ocultar recursos obtidos com tráfico de drogas e outras infrações por meio de empresas de fachada e operações financeiras fragmentadas. A investigação aponta ligação entre o líder da organização e servidores públicos de Porto Seguro.

Nesta quarta, os mandados ocorreram na cidade de Porto Seguro. Ao todo, seis empresas ligadas aos investigados tiveram atividades suspensas, conforme decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro. As apurações devem apurar o envolvimento de outras pessoas.

Penas previstas

Caso condenados, os investigados podem enfrentar penas que, somadas, passam de 50 anos de reclusão. A PF continuará as diligências para esclarecer o alcance criminal do grupo e identificar demais envolvidos.

A polícia informou que as investigações seguem para esclarecer eventuais ligações com outras pessoas e ampliar o mapeamento das atividades criminosas na região sul da Bahia.

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