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Troca na comissão da Alerj pode levar ao arquivamento de casos de violência

Troca na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj pode levar ao arquivamento de casos de violência envolvendo vítimas no estado

Deputados conversam durante sessão plenária na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro)
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  • Alerj pode ter mudança na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, com Alexandre Knoploch (PL) previsto para assumir nos próximos dias.
  • A troca pode levar ao arquivamento de casos envolvendo vítimas de violência policial, se houver conteúdo com cunho tendencioso ou ideológico, segundo Knoploch.
  • A chefia da comissão vem de mais de duas décadas sob a liderança da esquerda; atualmente a presidência é de Dani Monteiro (PSOL).
  • A comissão já atende familiares de vítimas de operações policiais e acompanha dados de famílias vinculadas a esses casos desde 2021, estimando mais de 2.000 famílias atendidas.
  • O novo presidente poderá atuar como amicus curiae na ADPF 635 (ADPF das Favelas) e a comissão responde a regimento que orienta sua atuação em direitos humanos e políticas relacionadas ao alimento e nutrição.

A mudança na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj pode levar ao arquivamento de casos envolvendo vítimas de violência policial no Rio de Janeiro. A substituição deve ocorrer com a posse de Alexandre Knoploch (PL), anunciado para os próximos dias, conforme publicação no Diário Oficial. A apuração envolve documentos sobre operações realizadas nos últimos anos no estado.

Knoploch foi designado em reunião institucional, com o PL apresentando-o como o nome técnico para a vaga. O deputado afirmou que caso haja informações com cunho tendencioso ou ideológico, os casos podem ser arquivados. A transição ocorre após mais de duas décadas sob liderança de partidos de esquerda, como PT e PSOL, com ex-parlamentares de peso no comando.

Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj em abril, após a janela partidária que aumentou de 18 para 23 o número de deputados da legenda. A legenda sustenta que a nova configuração demanda reformulação, argumento rejeitado pelo PSOL, que manteve cinco membros na Casa.

Contexto institucional

A comissão costuma receber famílias de vítimas de operações e também envolve representantes de policiais feridos ou mortos. Entre as ações, a instituição costuma oficiar órgãos de controle externo e articular a oitiva de testemunhas em programas de proteção. Dados sobre mais de 2.000 famílias foram calculados desde 2021, período em que Dani Monteiro passou a presidir o grupo.

A atuação abrange temas ligados aos direitos humanos, incluindo questões de alimentação e nutrição, conforme o regimento interno da Alerj. O futuro presidente da comissão pode integrar, como amicus curiae, a ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Desdobramentos prováveis

A ação que analisa dados da operação Contenção, que resultou em 122 mortos, permanece em curso. A lista de amicus curiae da ADPF reúne movimentos sociais de esquerda e categorias como sindicatos de policiais. A chegada do PL à comissão integralmente compõe um movimento maior de reconfiguração das comissões permanentes da Alerj, em meio a tensões políticas locais.

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