- A Polícia Federal mirou Guilherme Henrique Sodré, publicitário conhecido como Guiga, considerado “melhor amigo” do senador Jaques Wagner e descrito como articulador entre o núcleo empresarial do Master, o entorno do parlamentar e, às vezes, o gabinete.
- Sodré é casado com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, do Tribunal de Justiça da Bahia, desde dezembro de 2025.
- A operação envolveu dezoito mandados de busca na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, com medidas cautelares como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.
- Os fatos são apurados por suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, na 9ª fase da Operação Compliance Zero; Sodré já havia sido alvo da PF em 2008, por atuar como lobista do banqueiro Daniel Dantas.
- A matéria também envolve o Master e instituições baianas, incluindo o irmão do Procurador-Geral de Justiça da Bahia, Marcelo Maia Souza Marques, com mensagens sobre pagamentos a uma empresa de fachada em Rio de Janeiro usada pelo grupo para distribuir pagamentos.
Guilherme Henrique Sodré, publicitário conhecido como Guiga, voltou a ficar no radar da Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6). O alvo da ação é tido como articulador do Banco Master junto ao senador Jaques Wagner e próximo ao núcleo empresarial do banco, segundo decisão do ministro André Mendonça. A PF apura vínculos entre o senador, o empresário e o grupo envolvido em operações financeiras.
Sodré é casado com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desde dezembro de 2025. A relação familiar chama atenção pelo papel institucional da esposa, enquanto a atividade do publicitário já havia sido objeto de investigações em 2008, envolvendo supostos lobbies ligados ao banqueiro Daniel Dantas.
A operação da PF envolveu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Também houve medidas cautelares determinadas pelo STF, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre investigados. Os fatos estão sob apuração por suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Investigações da PF sobre o Master
No decorrer de junho, circularam informações sobre pagamentos do Master a uma empresa de fachada no Rio de Janeiro, ligada ao empresário Marcelo Maia Souza Marques, que é irmão do Procurador-Geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques. Documentos divulgados mostram trocas de mensagens sobre pagamentos à empresa Mídias Promotora, usada para distribuir recursos aos envolvidos no esquema.
A PF apura se houve comunicação entre o núcleo empresarial do Master, o entorno do parlamentar Jaques Wagner e eventuais interlocutores ligados ao gabinete dele. As investigações também miram a relação entre o banco, representantes do setor público baiano e operadores financeiros. A procura por documentos e depoimentos continua em andamento.
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