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Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, é alvo de operação da PF

PF deflagra 9ª fase da operação Compliance Zero com 18 mandados de busca contra fraudes do Banco Master, envolvendo Augusto Lima e Jaques Wagner

Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro
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  • PF deflagra a 9ª fase da operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão em Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
  • A investigação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro ligados ao extinto Banco Master, com alvos incluem o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e o senador Jaques Wagner.
  • Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, foi CEO do Master e controlador do Banco Pleno; o Banco Central decretou a liquidação do banco em fevereiro deste ano.
  • Na primeira fase, os agentes apreenderam R$ 1,7 milhão em espécie na residência de Augusto; ele e os demais investigados foram soltos com tornozeleira eletrônica.
  • O depoimento de Augusto Lima é considerado peça-chave nas fraudes do Master envolvendo as empresas Tirreno, Cartus e BRB; ele já havia sido intimado anteriormente.

O Ministério Público Federal deflagrou a 9ª fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), com 18 mandados de busca e apreensão. O foco é investigar fraudes envolvendo o extinto Banco Master. Entre os investigados estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

A ação é conduzida pela Polícia Federal, com mandados expedidos pelo STF. Os policiais atuam nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. A apuração envolve crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, foi CEO do Master e controlador do Banco Pleno, que teve liquidação decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano. Vorcaro já havia sido preso preventivamente na primeira fase, em novembro de 2025, e também foi detido no Aeroporto de Guarulhos ao retornar de viagem para Dubai.

Na primeira etapa, os agentes contabilizaram por seis horas o montante apreendido na residência de Augusto: R$ 1,7 milhão em dinheiro. Dias depois, Augusto e os demais investigados foram soltos mediante tornozeleira eletrônica, conforme decisão da desembargadora Solange Salgado.

O empresário foi intimado para depor em janeiro, porém o interrogatório foi cancelado após a defesa informar que não haveria acesso aos autos e às provas já colhidas. Uma nova intimação ocorreu em maio, para depoimento sobre possíveis fraudes envolvendo o BRB.

O depoimento de Augusto Lima é considerado peça-chave nas investigações sobre as fraudes associadas ao Master e às empresas Tirreno, Cartus e BRB, segundo apurações da PF. O inquérito investiga o relacionamento entre essas entidades e o banco.

Envolvidos e desdobramentos

Jaques Wagner, senador exercente do PT da Bahia, consta entre os alvos de fase, ao lado de Augusto Lima. A PF apura a participação de pessoas ligadas ao antigo sistema financeiro do Master no esquema investigado. As informações são parte do inquérito em curso.

Contexto da operação

A operação busca esclarecer desvios de recursos e possíveis esquemas de corrupção envolvendo o Master e outras empresas. As medidas judiciais ocorrem em três estados e no Distrito Federal, conforme determinação do STF. Não houve confirmação de prisões adicionais até o fechamento deste texto.

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