- Defesa de Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno, afirmou que diligências da Polícia Federal na 9ª fase da operação Compliance Zero foram desnecessárias e que ele está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.
- Augusto Lima é citado pela PF em apuração sobre relação ilícita entre gestores do Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
- Em decisão de quarta-feira, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou medidas cautelares contra investigados no caso.
- A defesa afirmou ao Poder360 que as medidas ajudarão a demonstrar que os fatos apurados são lícitos e que Lima atuou dentro da lei.
- O material envolve diversas fases da operação Compliance Zero, que investigam fraudes e propinas ligadas ao Banco Master e a pessoas ligadas ao governo e ao parlamento.
Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é citado pela Polícia Federal em investigação sobre suposta relação ilícita entre gestores do Banco Master e o senador Jaques Wagner. Em decisão do STF, ministro André Mendonça autorizou medidas cautelares contra investigados na 9ª fase da operação Compliance Zero.
A defesa de Augusto afirmou que as diligências da PF foram desnecessárias e que o investigado está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos. Os advogados reiteram que Lima sempre atuou dentro da lei e com transparência técnica.
Conforme o registro oficial, a menção a Augusto Lima ocorre no âmbito de apurações sobre ligações entre acionistas do Master e Wagner, no PT da Bahia. A decisão de Mendonça foi publicada na quarta-feira, e autorizou medidas cautelares contra investigados no caso.
A nota da defesa enviada ao Poder360 sustenta que as diligências contribuem para demonstrar a licitude dos fatos apurados nesta fase. Os advogados assinam a defesa enquanto destacam atuação dentro dos limites legais e das normas do sistema financeiro e da administração pública.
A operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, com a prisão provisória de executivos ligados ao Banco Master e a posterior atuação do STF, que abriu passagem para novas fases. Vorcaro foi alvo de prisões e de delações premiadas que vêm sendo analisadas pela corte.
Ao longo das fases, novas prisões, buscas e medidas restritivas foram adotadas, abrangendo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A investigação envolve suspeitas de irregularidades em operações e de propinas associadas a agentes públicos e privados.
Na nona fase, além de Augusto Lima, o foco recaiu sobre Jaques Wagner, que teve medidas cautelares impostas que o impedem de atuar com empresas ligadas ao Master, salvo exceções familiares, e o afastamento de contatos com investigados, conforme determina o ministro do STF.
As investigações também apontam a participação de outros protagonistas, como o ex-presidente do BRB e autoridades públicas, além de vínculos com o grupo de Vorcaro e eventuais repasses de recursos via operações imobiliárias de alto valor. A PF continua reunindo documentos e depoimentos.
O objetivo central das ações, segundo autoridades, é esclarecer a relação entre as operações do Master e decisões de gestores públicos, bem como apurar eventuais crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e outros desvios no âmbito financeiro nacional.
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