- US$ 49.000 em espécie foram encontrados pela Polícia Federal em um quarto do Brasília Palace, endereço associado ao senador Jaques Wagner, com as diárias pagas pelo Senado em nome dele.
- Wagner é alvo da nona fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master e pode envolver atuação do congressista a favor da instituição.
- Além dos US$ 49.000, a PF apreendeu mais US$ 6.175 e 33,5 mil euros em endereço ligado ao senador na Bahia.
- O ministro André Mendonça autorizou as medidas; Wagner afirmou estar tranquilo sobre o dinheiro e que as diárias são recebidas para viagens internacionais, negando ter recebido dinheiro de terceiros.
- O Senado informou que a última fatura de diárias foi de R$ 8.470,00, com R$ 3.252,33 pagos pela cota parlamentar e R$ 5.500,00 pelo auxílio-moradia; não houve ilegalidade apontada na transferência.
Os US$ 49.000 em espécie encontrados pela Polícia Federal estavam em um quarto do Brasília Palace, cuja diária foi paga pelo Senado em nome do senador Jaques Wagner, líder do Governo no Senado. A operação ocorreu na manhã desta quinta-feira (18.jun.2026). Wagner é investigado na 9ª fase da Compliance Zero, que apura fraudes ligadas ao Banco Master.
A PF busca esclarecer se o parlamentar atuou em favor de interesses da instituição financeira envolvida no esquema. O Grupo envolve ainda o fundador do Master, Daniel Vorcaro, preso, e outras fases da operação permanecem em andamento. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou as medidas nesta etapa.
Na diárias, o Senado quitou parte das despesas com a cota parlamentar e o restante via auxílio-moradia. O valor total cobrado na última mensalidade foi de R$ 8.470,00, com repasse de recursos de natureza distinta. Wagner afirma estar tranquilo quanto aos recursos apreendidos.
Detalhes da residência e dados logísticos
O quarto de Wagner no Brasília Palace situa-se no primeiro piso, na Suíte Alvorada, uma das mais luxuosas do hotel, próximo ao Lago Paranoá. As diárias, segundo apurações, eram emitidas em dólar e recebidas em espécie.
Versões das defesas
A defesa de Augusto Lima sustenta que o cliente atuou dentro da legalidade e que as diligências foram desnecessárias. Já a defesa de Wagner afirma não haver denúncia ou acusação relacionada aos fatos investigados, destacando que o apartamento citado não integra o patrimônio do parlamentar.
Contexto da operação
A Compliance Zero investiga supostos pagamentos e operações financeiras associadas ao Master, com fases que vão desde prisões até buscas e apreensões em vários estados. O caso ganhou destaque no STF, com o relator alterado ao longo das fases.
Entre na conversa da comunidade