- A equipe jurídica de Luigi Mangione abriu mão, em novo capítulo, da defesa por “distúrbio emocional extremo” no julgamento estadual sobre a morte do CEO da UnitedHealth, Brian Thompson.
- A mudança ocorreu apenas um dia após os advogados terem anunciado a estratégia anterior, que buscava comprovar o distúrbio emocional no momento do crime, em dezenove de dezembro de 2024.
- Mangione se declarou inocente tanto em processo estadual quanto federal; o julgamento estadual está marcado para oito de setembro, e o federal para treze de outubro, respectivamente.
- Se a defesa tivesse sido aceita, o réu continuaria responsável pelo crime, mas com possível redução de pena, já que, se reconhecido o distúrbio extremo, a condenação seria de lesões culposas ou homicídio em segundo grau com pena menor.
- O promotor estadual não comentou o caso; a transcrição de uma audiência secreta de três de junho foi tornada pública na quinta-feira, após determinação do juiz.
Luigi Mangione decidiu abandonar a defesa psiquiátrica de distúrbio emocional extremo no caso que envolve o assassinato do CEO da UnitedHealth Brian Thompson. A mudança ocorreu após um dia de debate sobre a estratégia no tribunal de Nova York.
A equipe jurídica de Mangione havia apresentado, pouco antes, a intenção de sustentar que ele cometeu o crime porque vivia um estado de perturbação emocional extrema no momento do homicídio, em 4 de dezembro de 2024. O prazo para apresentar informações aos promotores era nesta quinta-feira.
Mangione, de 28 anos, permanece sem culpa reconhecida nos tribunais estadual e federal. O julgamento estadual está previsto para 8 de setembro; o federal, relacionado a acusações de perseguição, tem data marcada para 13 de outubro.
Caso a defesa tivesse sido aceita, o réu admitiria o assassinato, mas sob circunstâncias atenuantes. Não representaria absolvição, porém poderia reduzir a pena para menos de prisão perpétua. O veredito, se houver aceitação, seria de manslaughter, com pena de até 25 anos.
Não houve resposta imediata de Mangione ou de sua advogada, Karen Friedman Agnifilo. O escritório do promotor do condado de Manhattan, responsável pela acusação estadual, não comentou o assunto. O caso é acompanhado com especial atenção pela imprensa.
Também na quinta-feira, tornou-se público um trecho de audiência secreta realizada em 3 de junho, após ordem de desarquivamento do juiz local. Na audiência, o tema da defesa psiquiátrica foi discutido, com resistência da defesa a torná-la pública.
A defesa argumentava que tornar o material disponível seria prejudicial à condução do processo, especialmente no âmbito federal, onde o recurso de distúrbio emocional extremo não é permitido. A distinção entre essa defesa e a insanidade segue relevante para o desfecho judicial.
Thompson, de 50 anos, foi morto se dirigindo a um hotel em Manhattan para a conferência anual de investidores da UnitedHealth Group. Imagens de vigilância mostraram o atirador mascarado atuando por trás. A polícia relatou inscrições no carregador de munição que aludiam a estratégias de recusa de pagamentos de seguradoras.
Mangione, graduado de uma universidade de Ivy League, morava em uma família abastada no estado de Maryland. Ele foi detido cinco dias após o crime em um McDonald’s em Altoona, Pensilvânia, cerca de 370 quilômetros a oeste de Manhattan. O material de investigação aponta para a arma e um caderno como evidências ligando o réu ao caso. A arma é descrita como uma pistola impressa em 3D.
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