- A Polícia Federal aponta diálogos que indicam que Augusto Lima emprestou sua aeronave particular a Jaques Wagner e a familiares em várias ocasiões, incluindo abril de dois mil e vinte e quatro para o Rio de janeiro e outubro de dois mil e vinte e três para deslocamento entre Salvador e a ilha de Lima.
- Os investigadores dizem que Lima também bancou ingressos para um show de cantora internacional em Los Angeles para familiares de Wagner, por meio da empresa Reag Investimentos, totalizando treze mil trezentos e trinta e nove reais.
- Wagner teria pedido a ampliação do número de entradas para cinco pessoas, e Lima teria enviado os ingressos extras após o pedido.
- Além disso, a PF aponta que esses benefícios se somam a outras suspeitas de propina, como a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões para a empresa da nora do senador.
- A defesa de Augusto Lima nega irregularidades e afirma que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses; Wagner não se pronunciou sobre a operação.
Diante de novos elementos da Polícia Federal, o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, é apontado como responsável por disponibilizar seu avião particular a Jaques Wagner e a familiares, segundo diálogos extraídos de celulares apreendidos. Além disso, a PF aponta que Lima bancou ingressos para um camarote de show de uma cantora internacional em Los Angeles para familiares do senador.
A investigação descreve que o uso da aeronave ocorreu em pelo menos duas ocasiões, com registros envolvendo deslocamentos entre Salvador e ilhas na Bahia e entre Salvador e o Rio de Janeiro, no mês de abril de 2024. Em outubro de 2023, houve ainda um possível encontro na ilha de propriedade de Lima, com o avião à disposição para o deslocamento.
Ingressos e valores
Conforme as comunicações, Wagner pediu ao empresário contatos de piloto e ingressos para familiares, em junho de 2023. A compra de entradas, avaliada pela PF em R$ 63.339,00, foi realizada pela empresa REAG Investimentos S.A., ligada a João Carlos Mansur, segundo os investigadores.
A PF também aponta que os ingressos teriam sido usados por Wagner em novembro de 2023, com ampliação de entradas para cinco pessoas, conforme resposta de Lima. A defesa de Wagner não se manifestou sobre a operação, enquanto a de Lima nega irregularidades.
Outras vantagens sob investigação
A PF afirma que os benefícios envolvendo avião e ingressos somam-se a pagamentos investigados como propina, entre eles a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões para a empresa da nora de Wagner. A apuração visa entender se tais vantagens têm relação com atuação do senador em temas ligados ao Banco Master.
Posicionamentos das defesas
A defesa de Augusto Lima sustenta que as diligências foram desnecessárias e que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecer os fatos. Os advogados são Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello. A defesa de Wagner não comentou oficialmente o andamento da apuração.
A investigação continua para esclarecer a relação entre as supostas vantagens, o Banco Master e a atuação política de Jaques Wagner.
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