- Investigações do The Guardian e da BBC revelam agências comandadas por homens que recrutam mulheres jovens para o OnlyFans e ficam com 50% de seus ganhos, além da comissão de 20% da plataforma.
- Relatos indicam pressão para tornar o conteúdo mais explícito e redes onde contratos entre gestores são vendidos entre si.
- Um caso envolve uma mulher no País de Gales que foi agredida em casa; o que ocorre é comparado a dinâmicas de tráfico sexual, com grooming e abuso como prática comum.
- MPs pressionam por uma investigação de comissão selectiva para questionar a empresa sobre pagamentos, envolvimento de gerentes terceiros e coleta de dados.
- O episódio levanta questões sobre o impacto social do espaço pornográfico digital e sobre a necessidade de uma regulamentação mais robusta do setor de tecnologia. O OnlyFans diz ter pago cerca de £ 25 bilhões a criadores e ter mais de quatro milhões de contas ativas.
O Guardian inclina-se sobre o impacto de intermediários no OnlyFans, após investigações que expõem práticas abusivas. Relatórios indicam que agentes recebem até 50% das receitas das criadoras, além da comissão de 20% da plataforma. A constatação coloca em questionamento a narrativa de empoderamento.
A imprensa identificou agências lideradas por homens que buscam jovens, incentivam a produção de conteúdo sexual e compartilham contratos entre gestores. Há relatos de pressão para tornar as obras mais explícitas e de redes onde contratos são vendidos entre intermediários.
Em Wales, uma mulher relatou violência doméstica associada ao trabalho na plataforma, segundo a BBC. As investigações associam esse modelo a dinâmicas de exploração e grooming presentes fora do ambiente online, com predadores atuando como compradores e intermediários.
Implicações e apelo por escrutínio parlamentar
Uma parlamentar trabalhista, Tonia Antoniazzi, juntamente com a comissária contra a escravidão, Eleanor Lyons, defenderam a criação de um inquérito da comissão selecionada para o OnlyFans. Requerem que o parlamento examine salvaguardas de pagamentos, participação de gerentes terceiros e regras de coleta de dados.
Especialistas também avaliam impactos sociais do mercado digital sexual, especialmente sobre jovens que monetizam a própria imagem. Discute-se, ainda, como a pornografia pode influenciar relações entre jovens e dinamizar comportamentos de risco. Profissionais destacam a necessidade de marcos regulatórios mais claros.
As autoridades reconhecem que a tecnologia facilita abusos e a normalização de interesses sexuais inadequados. Polícia e especialistas costumam apontar que plataformas tech contribuíram para ampliar novas formas de violência e de exploração. O caso OnlyFans pode servir como estudo para ações legislativas futuras.
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