- Flávio Bolsonaro defende classificar milícias como organizações terroristas durante lançamento de plano de segurança em São Paulo.
- Ele já havia adotado o tema na segunda-feira (15/6) e reforçou a proposta no evento no Teatro B3, na Avenida Faria Lima.
- O plano prevê enquadrar milícias, PCC e Comando Vermelho como narcoterroristas, com ações de inteligência e ações de combate para prender líderes e asfixiar negócios ilícitos.
- O senador já vinha defendendo incluir facções no rol do terrorismo e citou que militares armados com fuzis devem ser abatidos pelas forças de segurança.
- Caso tenha relação com Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, Flávio Bolsonaro concedeu a Medalha Tiradentes a ele; a mãe e a então esposa dele trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj, com investigações encerradas pelo STF em 2021.
O pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), voltou a defender classificar milícias como terrorismo. A declaração ocorreu no lançamento de um plano de segurança, no Teatro B3, em São Paulo, nesta quinta-feira, 18 de junho.
Ele já havia apresentado a proposta durante evento na capital paulista, na segunda-feira, 15 de junho. O objetivo é ampliar o combate a grupos armados que atuam como poder paralelo.
Flávio Bolsonaro afirmou que terroristas devem ser tratados como tal e citou milícias, PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas a serem perseguidas com força e inteligência. A meta é prender líderes e sufocar receitas.
O discurso ocorreu em meio à defesa de medidas que envolvem redução da maioridade penal e criação de uma tropa de elite para as fronteiras, segundo a composição do plano apresentado. O foco é ampliar o aparato de segurança pública.
As milícias são formadas tanto por agentes públicos quanto por civis com atuação armada. Integração desse tipo de grupo é objeto da legislação brasileira, que tipifica a milícia como crime com pena de reclusão.
No tema, Flávio ampliou o alcance do debate ao incluir as milícias entre os grupos que merecem tratamento semelhante aos atos terroristas praticados por facções criminosas de grande escala.
Vínculos históricos e controvérsias
Em 2008, durante a CPI das Milícias na Alerj, Flávio votou contra a abertura da investigação. Alega-se que esse tema já marcava a relação do deputado com milicianos naquele período.
Um episódio relevante envolve Adriano Magalhães da Nobrega, conhecido como Capitão Adriano. Flávio Bolsonaro concedeu a ele a Medalha Tiradentes, honraria da Alerj, ainda durante o período em que Adriano era alvo de investigações por homicídio.
Conforme registros, a mãe e a então esposa de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj, saindo em novembro de 2018 após surgirem denúncias associadas a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.
As investigações sobre o tema foram encerradas em 2021 após o STF anular as provas coletadas contra o senador, segundo informações disponíveis. O caso segue sob análise de autoridades e jurisdicionais.
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