- Glauber Braga reassumiu o mandato na Câmara na terça-feira, 16 de junho, após suspensão decidida pelo plenário em dezembro de 2025.
- Ele protocolou um projeto de lei para revogar a lei que criou o Programa Nacional de Desestatização.
- Na justificativa, o parlamentar afirma que o programa, criado na década de 1990, foi um golpe à capacidade de articular e controlar o Estado sobre setores estratégicos da economia e à soberania.
- Braga sustenta que setores estratégicos passam a ficar sob o controle de grandes grupos internacionais, com decisões tomadas com base em interesses que não correspondem ao interesse público, e que parte dos lucros é remetida ao exterior.
- Em 2025, o deputado foi suspenso pelo plenário por expulsar, em 2024, um militante do Movimento Brasil Livre; ele diz ter sido alvo de perseguição política e chegou a fazer greve de fome de oito dias em comissões da Câmara.
Glauber Braga voltou à Câmara dos Deputados após suspensão decidida pelo plenário em dezembro de 2025. O deputado do PSOL-RJ reassumiu o mandato nesta terça-feira 16 de junho e já protocolou seu primeiro projeto de 2026. O foco é revogar a lei que criou o Programa Nacional de Desestatização.
O parlamentar apresentou um Projeto de Lei que visa derrubar o PND, mecanismo que permite, por meio de decretos presidenciais, a venda de ativos da União, incluindo empresas estatais. A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre a soberania econômica e o papel do Estado.
Braga justificou o PL afirmando que o programa, criado na década de 1990, prejudicou a capacidade de o Estado interferir em setores estratégicos e pode beneficiar o capital internacional, com parte dos lucros indo para o exterior.
O retorno ocorreu após a Câmara decidir pela suspensão de seu mandato, mantendo seus direitos políticos. A deliberação foi tomada no plenário em dezembro de 2025, em resposta a incidente com militante que o provocou.
Em 2024, Braga foi acusado de decoro ao expulsar, com chute, o militante Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre, no interior da Câmara. O dep. alegou que Costenaro ofendera sua mãe, já falecida.
No âmbito interno, o deputado também foi tema de uma greve de fome de oito dias em 2025, em uma das comissões, alegando perseguição política e articulação do então presidente da Câmara, Arthur Lira, contra ele.
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