- O governo vetou integralmente um projeto de lei que alteraria a CLT para criar uma modalidade de contrato trabalhista para jovens estudantes com jornada incompatível com o estudo.
- O veto foi divulgado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18) e teve recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU) e de ministérios.
- A justificativa aponta vício de inconstitucionalidade e afirma que o modelo reduziria garantias laborais, ferindo princípios de isonomia e de proteção social.
- A proposição também reduziria a alíquota patronal do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e poderia desequilibrar o Regime Geral de Previdência Social (RPPS).
- As entidades que recomendaram o veto foram a AGU, os ministérios da Fazenda, da Previdência Social, do Trabalho e Emprego e a Secretaria-Geral da Presidência da República.
O governo vetou integralmente o projeto de lei que alteraria a CLT para criar uma modalidade de contrato de trabalho voltada a jovens estudantes com jornada incompatível com os estudos. A justificativa aponta vício de inconstitucionalidade e prejuízo ao interesse público, por reduzir garantias laborais e violar princípios de isonomia e proteção social. O veto foi divulgado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18).
A peça legislativa visava ajustar regras da CLT para estabelecer, para esse grupo de jovens, condições de trabalho distintas das aplicáveis aos celetistas, com impactos em garantias e direitos trabalhistas. O governo aponta ainda que a proposta, ao prever alíquota patronal do FGTS mais baixa, criaria padrão protetivo inferior para esses trabalhadores.
Segundo o governo, a redução de tributos também colocaria em risco o equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Geral de Previdência Social (RPPS). A recomendação para o veto partiu da Advocacia-Geral da União (AGU) e contou com apoio dos ministérios da Fazenda, da Previdência Social, do Trabalho e Emprego, além da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Motivos do veto
- Inconstitucionalidade e violação de princípios da isonomia e proteção social.
- Diminuição de garantias para jovens trabalhadores com jornada de estudo incompatível.
- Impactos negativos ao FGTS e ao equilíbrio do RPPS, segundo avaliação oficial.
O veto integra o envio do governo aos demais Poderes e não há, no momento, previsão de retomada rápida do tema no Legislativo. A matéria permanece sem validade até eventual decisão futura.
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