- Haddad disse que Tarcísio de Freitas erra ao contestar a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.
- Tarcísio defende Eduardo, afirmou que aguarda o acórdão e o recurso da defesa, e que a condenação não prejudica a eleição do seu grupo.
- Haddad afirmou que Eduardo Bolsonaro tentou prejudicar o Brasil e o estado de São Paulo, e que ele deve responder criminalmente.
- Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, por coação durante processo ligado à investigação de golpe, além de ficar inelegível por até doze anos e pagar multa de cento e sessenta e dois mil reais.
- Para Haddad, a postura do governador é um “mau exemplo” ao contestar decisão judicial e desrespeitar a legislação.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira que Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) erra ao questionar a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo STF. Haddad afirmou que a defesa de Eduardo envolve argumentos que buscam deturpar a decisão judicial.
A condenação de Eduardo Bolsonaro, decidida pela Primeira Turma do STF, foi publicada na terça-feira anterior. A pena é de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, com inelegibilidade de até 12 anos e multa de R$ 162 mil. O caso envolve coação durante o andamento de processo relacionado a investigação de uma suposta trama golpista.
Haddad destacou que a postura de Eduardo prejudicou a estabilidade econômica de São Paulo e o conjunto da nação, segundo ele. Em evento na PUC de São Paulo, o ex-ministro afirmou que a orientação do ex-deputado contribuiu para constrangimento de autoridades e para descrédito institucional.
Para o petista, a resposta de Tarcísio defenderia que o governador concorda com os argumentos da defesa e aguarda o acórdão, porém isso acaba por enviar sinal diferente ao eleitor. Haddad cita prejuízos à política econômica paulista associados às ações de Eduardo.
Segundo Haddad, o conteúdo da decisão judicial não deve ser subestimado e a responsabilidade penal, se comprovada, deve ser enfrentada pelo responsável. O ex-ministro ressaltou que o desrespeito a decisões da Justiça não condiz com o papel de um governante.
O episódio reacende o debate sobre a relação entre Judiciário, cobrança de leis e atuação de lideranças políticas na disputa pelo governo de São Paulo. A defesa de Eduardo não comentou a retratação, e Tarcísio não se manifestou sobre o posicionamento de Haddad na manhã desta quinta-feira.
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