- A PF aponta que um apartamento de até 203 m², avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, no Poème Horto, em Salvador, foi adquirido pela Epítome S.A. com recursos de fundos ligados ao Banco Master, e suspeita que Jaques Wagner seja o dono de fato.
- O empreendimento tem como destaque três opções de suítes, duas cubas e dois chuveiros, além de área externa com quadras, academia e espaço para animais, em uma torre de 36 pavimentos.
- O caso envolve investigação por repasses do Master, com o objetivo de apurar corrupção, lavagem de dinheiro e outras irregularidades; o inquérito teve início após análise de material apreendido na operação.
- Bos a investigação aponta que Jaques Wagner viajou em jatinho de Augusto Lima, ex-sócio do Master, e recebeu ingressos de 63 mil reais para show na Califórnia, pagos pela empresa Reag, ligada ao esquema investigado.
- Wagner é o alvo mais próximo do presidente Lula a ser scrutinado na operação, que já tinha casos envolvendo outros políticos de outros regimes.
O imóvel atribuído ao senador Jaques Wagner, investigado pela Polícia Federal na operação relacionada ao Banco Master, fica em Salvador. A unidade, avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões, está localizada no complexo Poème Horto, no bairro Horto Florestal, em uma torre de 36 andares.
Segundo a PF, a unidade foi comprada pela Epítome S.A., abastecida com recursos de fundos ligados ao Master, empresa envolvida no esquema. Investigadores levantam a hipótese de que o gasto efetivo seria do próprio parlamentar, caracterizando possível proprietário de fato.
O empreendimento é da Moura Dubeux e está em construção, com entrega prevista para setembro de 2026. O apartamento na 17ª andar tem 203,91 m², com opções de três ou quatro suítes, dois closets e varanda com espaço para várias pessoas.
A apuração começou a partir de materiais apreendidos na etapa anterior da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF. Entre as provas, há informações sobre viagens em jatinho de Augusto Lima, ex-sócio do Master, e ingressos de shows pagos pela Reag, empresa ligada ao esquema.
A PF investiga ainda corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também há suspeitas de que pagamentos tenham sido feitos pela empresa que envolve a esposa do enteado do senador, por meio de consultoria. Jaques Wagner é o primeiro alvo próximo ao presidente Lula a figurar em novas fases do caso Master.
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