- Proposta na Califórnia para taxar fortunas venceu a coleta de assinaturas e pode ir a voto em novembro, segundo autoridades estaduais.
- O imposto seria uma cobrança única de 5% sobre moradores com patrimônio acima de 1 bilhão de dólares.
- A iniciativa é apoiada pelo Service Employees International Union-United Healthcare Workers West e visa financiar saúde e educação no estado.
- Oposição acirrada de bilionários da tecnologia e do governador Gavin Newsom envolve bilhões de dólares em campanhas para impedir o projeto, com algumas pessoas ameaçando deixar a Califórnia se for aprovado.
- Apesar da campanha contrária, os apoiadores obtiveram mais de oitocentos mil assinaturas válidas, mas têm até 25 de junho para confirmar o avanço ou negociar um acordo com o estado.
A administração da Califórnia comunicou nesta quarta-feira que a proposta de taxação de bilionários recebeu assinaturas suficientes para ir a voto em novembro. O mecanismo prevê imposto único de 5% para moradores com patrimônio acima de US$ 1 bilhão. A medida busca financiar saúde e educação no estado.
Chamando a atenção de Wall Street e do Vale do Silício, a iniciativa é defendida por sindicatos de trabalhadores da área de saúde como forma de distribuir a carga entre os ultrarricos. O grupo por trás do projeto contesta a ideia de que ele afugentaria negócios.
Entretanto, o tema já gerou forte oposição entre bilionários da tecnologia e seus apoiadores políticos, que afirmam que a proposta prejudicaria o ambiente de negócios na Califórnia. Nomes de peso na indústria lideraram campanhas contra a medida, com gastos expressivos para impedir o voto.
Conflito político e mobilização de financiamento
Líderes sindicais defendem que o dinheiro arrecadado poderia fortalecer serviços públicos essenciais, como educação. O estado detém o maior contingente de bilionários dos EUA, fortalecendo o embate entre as partes.
Entre os oponentes, figures como Sergey Brin, Larry Page e outros magnatas anunciaram planos de deixar a Califórnia caso o imposto seja aprovado. Brin, por exemplo, teria desembolsado milhões para barrar a proposta, segundo reportagens associadas.
O governo de Gavin Newsom já apresentou críticas ao projeto, afirmando que o imposto poderia afastar empresas e prejudicar o ecossistema econômico local. Newsom ressaltou a necessidade de proteger a economia do estado ao mesmo tempo em que se busca financiamento para serviços públicos.
Detalhes e cronograma
Os apoiadores informaram que já ultrapassaram as assinaturas mínimas — 874.641 — para validar o tema no plebiscito. Ainda há uma data limite, com o grupo inicializando o processo até 25 de junho para confirmar a continuidade ou buscar acordo com o estado.
A guarda de informações indica que as discussões sobre a proposta continuarão ao longo do período pré-eleitoral, com eventuais ajustamentos políticos e estratégicos por parte dos envolvidos. A votação está programada para novembro no estado.
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