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Jaques Wagner afirma ter assinado a CPMI do Banco Master

PF deflagra nova fase da operação Compliance Zero para apurar possível envolvimento de Jaques Wagner com o Banco Master; senador nega vínculos e mantém pré-candidatura

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  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse ter assinado a criação da CPMI para investigar o Banco Master, em entrevista à Bandnews.
  • A Polícia Federal deflagrou a nona fase da operação Compliance Zero, com dezoito mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, para apurar possível participação de agentes públicos em esquema envolvendo instituições do sistema financeiro.
  • Wagner negou vínculos comerciais com o Banco Master ou com a Credcesta, afirmando que sua atuação se limitou a contatos institucionais e que assinou a CPMI para não parecer ter preconceito com a investigação.
  • A PF aponta possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; o senador afirmou não possuir empresas nem patrimônio além do declarado à Receita Federal.
  • Ele relatou ter recebido apoio de Lula e ressalta que manterá a pré-candidatura à reeleição ao Senado pela Bahia.

Jaques Wagner, líder do Governo no Senado pelo PT da Bahia, assinou a criação da CPMI para investigar o Banco Master, informou nesta quinta-feira 18 jun 2026. A PF investiga possíveis vantagens indevidas na atuação do senador, que nega vínculos com o banco ou com a Credcesta.

A defesa de Wagner afirma que ele não possui empresas nem patrimônio além do declarado à Receita. O senador diz ter atuado apenas em contatos institucionais e ter apresentado um contato para uma possível consultoria jurídica, sem envolvimento em reuniões com o fundador do banco.

Ao mesmo tempo, Wagner afirma ter encaminhado votos contra uma emenda do FGC, alegando que o governo era contrário à medida e ele, como líder, orientou a base nesse sentido. O político também ressalta que não houve participação em relações comerciais com o Master ou com a Credcesta.

Operação e desdobramentos

A 9ª fase da operação Compliance Zero ocorreu nesta quinta, com o objetivo de apurar participação de agentes públicos em esquema envolvendo instituições do sistema financeiro. Além de Wagner, o empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio do Master, foi alvo de medidas.

Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como suspensão de passaportes e proibição de contato entre investigados. A PF aponta que os fatos podem configurar corrupção, ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Reações e próximos passos

Wagner mantém a pré-candidatura à reeleição ao Senado pela Bahia neste ano, afirmando estar tranquilo quanto à conduta. Ele conhece o objetivo da CPMI e sustenta que não teme as investigações, reiterando que não houve relações comerciais com as instituições sob apuração.

A PF não divulgou novas informações sobre a cadeia de contatos entre Wagner, o Master, a Credcesta e outros envolvidos. O caso permanece em apuração, com a CPMI e as autoridades avaliando eventuais responsabilidades no âmbito legislativo e financeiro.

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