- Lula vai discutir com Jaques Wagner a permanência dele como líder do governo no Senado, diante de dificuldades recentes.
- A conversa ganhou urgência após a derrota de Jorge Messias no STF e uma operação da Polícia Federal ligada ao senador.
- Wagner é alvo de críticas por não ter alertado Lula sobre a possibilidade de derrota de Messias e por manter proximidade com políticos de oposição.
- Assessores indicam que Lula cobrará explicações sobre as investigações ligadas ao Banco Master, que cercam a liderança.
- O governo avalia uma possível substituição de Wagner, com o ex-governador Camilo Santana cotado, enquanto Wagner foca na campanha pela reeleição na Bahia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutirá com o senador Jaques Wagner a permanência dele na liderança do governo no Senado. A conversa deverá ocorrer após a derrota de Jorge Messias no STF e ganhou urgência com a operação policial desta quinta-feira 18, que investiga o senador. A avaliação é de que Wagner fica em situação delicada.
Segundo apurou a CNN, Lula já pretendia tratar do tema antes da decisão do STF sobre Messias. A operação envolvendo o senador abre novos questionamentos sobre sua relação com agentes e ex-sócios. A defesa de Wagner afirma que não houve irregularidade comprovada.
Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, já vinha recebendo críticas por não alertar Lula sobre a possibilidade de derrota de Messias e por aproximação com setores da oposição. O governo, porém, manterá a estratégia de preservação da imagem institucional.
Contexto e desdobramentos
Paralelamente, parlamentares mencionam que Wagner tem atuado em rota de colisão com a articulação política do Palácio do Planalto. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também aparece como fator de tensão nas negociações internas.
Analistas afirmam que, caso haja substituição, o nome cotado para assumir a liderança é Camilo Santana, ex-governador do Ceará, por proximidade com o ministro José Guimarães. A escolha, porém, depende de avaliações internas e ajustes políticos.
Em meio à atual conjuntura, a orientação do governo é que cada aliado envolvido no caso Master se defenda de forma individual. A estratégia busca minimizar impactos na imagem do presidente.
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