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Mendonça rejeita pedido da PF para busca no gabinete de Jaques Wagner

Ministro André Mendonça nega pedido da PF para buscas no gabinete de Jaques Wagner, alvo da nona fase da Compliance Zero por suspeitas de vantagens ao Banco Master

Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
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  • O ministro André Mendonça negou o pedido da Polícia Federal para buscas no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) no Senado, alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, relacionada a supostas vantagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Mendonça afirmou que a PF não demonstrou necessidade da medida; buscar em sede de outro Poder exige fundamentação rigorosa e prova indispensável ou inviabilidade de obtenção por outros meios.
  • O Ministério Público Federal também considerou a medida inadequada, alegando potencial ingerência entre Poderes sem demonstração de indispensabilidade no estágio atual das investigações.
  • Wagner é apontado como beneficiário para atuação em favor do Banco Master no Congresso, com indícios como apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, pagamentos por meio da empresa da esposa de seu enteado e viagens frequentes nos jatos do ex-banqueiro Vorcaro.
  • Esta é a primeira vez que a operação mira um nome do alto escalão de governos petistas próximo ao presidente Lula; outras buscas já ocorreram contra Ciro Nogueira e Cláudio Castro, todas autorizadas por Mendonça, e Wagner não se manifestou até a publicação.

O ministro André Mendonça, relator das investigações no STF, negou o pedido da Polícia Federal para buscas no gabinete do senador Jaques Wagner no Senado Federal. A ação fazia parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18) e ligada a suspeitas de recebimento de vantagens no esquema do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF buscava evidências no espaço funcional do parlamentar.

Mendonça entendeu que a PF não demonstrou necessidade da medida. Em parecer, o ministro afirmou que buscas em sede de outro Poder exigem fundamentação rigorosa, apontando indicativos de participação do parlamentar e de provas indispensáveis à investigação, cuja obtenção não pudesse ocorrer por outros meios. O Ministério Público Federal também avaliou a medida como inadequada.

Jaques Wagner é suspeito de favorecer o Banco Master no Congresso, segundo as apurações. Segundo as investigações, ele teria recebido um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de pagamentos por meio da empresa da esposa de seu enteado e viagens frequentes em jatos do ex-banqueiro Vorcaro.

É a primeira vez que a operação atinge um integrante do alto escalão do governo petista, próximo ao presidente Lula. Além de Wagner, a PF já realizou buscas contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Todas as ações foram autorizadas pelo ministro Mendonça.

Até a publicação, Wagner não havia se manifestado sobre a operação da PF. As informações são parte do andamento das investigações que seguem sob sigilo e devem ser atualizadas conforme novos desdobramentos.

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