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Presidente do PT defende Jaques Wagner: tem toda nossa confiança

PT afirma ter total confiança em Wagner, alvo da PF na operação Master, enquanto apurações também investigam supostos benefícios e lobby

Edinho Silva presidente do PT — Foto: Rogerio Vieira/Valor
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  • O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu Jaques Wagner, líder do governo no Senado, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira por suspeita de envolvimento no caso Master, e disse ter confiança nele.
  • A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero, investigando crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.
  • Segundo a PF, Wagner estaria envolvido por ter supostamente recebido benefícios, como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, além de pagamentos via empresa da esposa de seu enteado e viagens em jatos do ex-banqueiro.
  • Haveria indícios de mensagens entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio do Master, e de pagamentos a Bonnie Bonilha, esposa do enteado do senador, em torno de cerca de R$ 11 milhões por meio de contrato de consultoria.
  • A investigação também apura possível lobby de Wagner para a aprovação da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) e da emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, que elevava o valor de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18) por suspeita de envolvimento no caso Master. Em nota, Edinho disse que apoia as investigações, mas Wagner é depositário de toda a confiança do partido.

Ele afirmou que a sociedade tem o direito de saber a verdade e que os crimes, se comprovados, devem ser punidos. Segundo Edinho, Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a inocência do senador.

Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, foram alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A PF investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador.

Investigações e indícios

Segundo a PF, há suspeitas de que Wagner tenha recebido benefícios para atuar a favor do Master no Congresso. Entre os indícios, estão mensagens trocadas entre Wagner e Lima e documentos de pagamentos à esposa do enteado de Wagner, Bonnie Bonilha, de cerca de R$ 11 milhões por meio de contrato de consultoria.

Também há relatos de viagens frequentes aos jatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação analisa se houve lobby para aprovação da compra do Master pelo BRB e da emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, que ampliou de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Lima já havia sido alvo da primeira fase da operação, em novembro do ano passado. Nesta nova etapa, a PF realiza buscas em endereços dele em São Paulo, Bahia e Brasília. Lima tem ligações com petistas baianos, incluindo Wagner e Rui Costa.

Procuradas, a assessoria de Jaques Wagner e a defesa de Augusto Lima não se manifestaram. A Polícia Federal continua a coletar documentos e depoimentos para esclarecer os fatos.

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