- Jaques Wagner, líder do governo no Senado e aliado de Lula, foi alvo de nova ação da Polícia Federal ligada às investigações do Banco Master.
- Wagner, de 75 anos, chegou a ser cogitado para liderança da chapa presidencial de Lula em 2018, mas abriu mão quando Lula estava preso.
- Em 2018, a PF apreendeu 15 relógios, celulares, computadores e documentos no apartamento dele; a investigação na época citou suposta propina de 82 milhões, que ele negou; a operação foi anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 2019 por competência.
- O histórico político de Wagner inclui início como líder sindical em Camaçari, participação na fundação do PT e da CUT, três mandatos como deputado federal e ministérios no governo Lula e na gestão de Dilma Rousseff.
- A vitória de Wagner sobre o carlismo na Bahia, em 2006, é apontada como marco da liderança do PT no estado, que ele manteve ao governar a Bahia de 2007 a 2014.
Jaques Wagner, senador e líder do governo de Lula no Senado, voltou a aparecer em notícia hoje. A Polícia Federal deflagrou uma nova ação relacionada ao Banco Master, e Wagner, de 75 anos, foi informado pela assessoria, ainda sem manifestação pública até o fechamento desta edição.
O político é próximo de Lula e já foi cogitado para o Palácio do Planalto em 2018, antes de desistir após uma operação policial em seu apartamento. Nesta quinta-feira (18), a PF cumpriu mandados na investigação em curso.
Wagner nasceu no Rio de Janeiro e fez carreira na Bahia, onde se tornou figura central na política local. Formado em engenharia civil pela PUC-RJ, consolidou atuação em sindicatos e na criação do PT e da CUT no estado.
Contexto político
Historicamente, Wagner figura como moderado e dialogador. Foi ministro de diversos governos petistas, presidente do Sindiquímica e atuou na Assembleia e como deputado federal entre 1991 e 2003.
A trajetória inclui derrota emblemática do carlismo na Bahia em 2006, quando venceu Paulo Souto no primeiro turno. Governou a Bahia de 2007 a 2014 e, desde então, atua no Senado pelo PT.
Em 2018, Wagner chegou a ser apontado como possível cabeça de chapa de Lula, que estava preso. Optou por não concorrer, associando a decisão a desdobramentos da Operação Cartão Vermelho, que provocou investigações na Arena Fonte Nova.
A PF informou que a nova fase mira repasses ao Banco Master. Os agentes apreenderam itens no apartamento de Wagner, entre eles relógios, celulares, computadores e documentos. A defesa afirmou que o senador não se manifestou publicamente até o momento.
Wagner já enfrentou críticas a ações com relação à Operação Lava Jato, chegando a fazer autocrítica sobre o PT em tom cauteloso. A Justiça, em 2019, anulou uma etapa da investigação sobre o caso da Arena, por entender que a origem dos recursos não era da União.
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