- Renan Calheiros, no CAE em 16 de maio, mencionou empréstimo da cunhada do deputado Hugo Motta, ligado a uma emenda apresentada por Motta antes de assumir a presidência da Câmara.
- A Polícia Federal aponta que o empréstimo foi de R$ 20 milhões, usado na compra de um terreno em João Pessoa; Calheiros havia citado R$ 140 milhões.
- A emenda de dezembro de 2023, apresentada por Motta, obrigava fundos de pensão a investir 1% de patrimônio em fundos de créditos de carbono, contexto relacionado ao uso dos recursos.
- Motta nega irregularidades, afirma que o financiamento da cunhada foi legal e pago regularmente, e que não houve relação com a emenda ou com o Banco Master.
- Documentos da PF revelam viagem de Motta a Lisboa em 2024 em aeronave de Vorcaro, com hospedagem paga; Motta sustenta que a viagem não está ligada à emenda.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) mencionou, em discurso na CAE do Senado, um empréstimo feito à cunhada do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). O relato ocorreu em 16 de maio, quando ainda eram desconhecidos os detalhes da investigação da Polícia Federal sobre o assunto.
Calheiros afirmou que a operação consistia em uma contrapartida a uma emenda apresentada por Motta em dezembro de 2023, antes de assumir a presidência da Câmara. A emenda previa investimentos de fundos de pensão em créditos de carbono.
Segundo o senador, o empréstimo foi de R$ 140 milhões, valor que as investigações indicaram ser menor, R$ 20 milhões, e que seria utilizado na compra de um terreno em João Pessoa para um empreendimento imobiliário. A cunhada de Motta teria recebido o crédito por meio do Banco Master.
Motta.negou irregularidades e disse ao Estadão que o financiamento da cunhada está sendo pago regularmente, com condições de mercado. Ele afirmou que a viagem a Lisboa, em 2024, com hospedagem paga por Henrique Vorcaro, não guardava relação com a emenda.
Relatórios da PF, tornados públicos recentemente, também mostraram a viagem de Motta à capital portuguesa em aeronave de Vorcaro. O exaumento de relatos envolve novos nomes e casos, segundo as informações citadas por Calheiros, ampliando a percepção de escândalos em torno do Master.
Motta ressaltou que legislar não é crime e que a discussão se refere a um setor que contempla atividades poluidoras e a sustentabilidade. O deputado reiterou que não houve ilegalidade e que a operação ocorreu dentro do marco legal vigente.
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