- Camilo Santana é apontado como favorito para assumir a liderança do governo no Senado caso Jaques Wagner deixe o cargo.
- A pressão interna é para que Wagner deixe a liderança após a investigaçao da Polícia Federal envolvendo o banco Master.
- Lula disse, em Belo Horizonte, que Wagner permanece no posto, o que desagradou auxiliares que criticaram a fala.
- Mesmo com a confiança em Wagner, assessores veem a permanência dele como insustentável e acreditam que isso pode impactar a campanha de Lula.
- Camilo Santana tem mandato até 2030, pode ser cogitado para o governo do Ceará e atua como coordenador da campanha de Lula no Nordeste.
Camilo Santana aparece como favorito para assumir a liderança do governo no Senado, caso Jaques Wagner deixe o cargo. A avaliação ocorre após a Polícia Federal investigar fraudes do banco Master.
A possibilidade ganha força dentro do governo, em meio à pressão para que Wagner se afaste da liderança. A PF investiga irregularidades ligadas ao banco, o que aumenta o desconforto entre aliados.
Nesta sexta-feira, 19, Lula foi visto dando um sinal ambíguo durante evento em Belo Horizonte, ao reagir com um gesto quando foi questionado sobre a permanência de Wagner. O gesto gerou repercussão interna.
Wagner afirma manter o cargo, dizendo que só sairia se o presidente o solicitar. Interlocutores do governo criticaram a fala, sugerindo que Wagner expôs o presidente a pressões.
A permanência de Wagner na liderança é considerada insustentável por auxiliares próximos, que veem riscos para a imagem de Lula na campanha de reeleição. As avaliações apontam impacto potencial nas estratégias eleitorais.
Camilo Santana tem mandato até 2030 e não precisaria disputar a eleição. Ainda assim, surgem rumores sobre sua candidatura ao governo do Ceará em outubro, com o PT mantendo ele em posição-chave na coordenação da campanha de Lula no Nordeste.
Contexto político
A crise relacionada ao Master intensifica a disputa interna pelo espaço de comando no Senado. A possível mudança envolve negociações entre assessores do Planalto e líderes aliados, buscando preservar a estabilidade do governo.
Com Wagner à frente da liderança, o Palácio do Planalto pode enfrentar novos embates à medida que surgem desdobramentos da investigação. A pauta é estreita e envolve também a relação com o governo estadual da Bahia.
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