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Haddad defende aplicação da lei em caso envolvendo Jaques Wagner

Haddad afirma que a lei deve ser aplicada sem distinção após a operação da PF contra Jaques Wagner; aliados e adversários terão defesa garantida

Fernando Haddad em entrevista ao Kritikê Podcast
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  • Haddad defendeu a aplicação da lei sem distinção política após a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA).
  • A PF apreendeu US$ 55.000 e 33.000 euros, aproximadamente R$ 471 mil, durante os mandados.
  • A investigação investiga supostas vantagens envolvendo o Banco Master, a compra de um apartamento em Salvador de cerca de R$ 2,5 milhões e uma transferência de R$ 3,5 milhões para familiares de Wagner.
  • Wagner afirmou não ser réu nem denunciado, negou envolvimento em favorecimentos e disse estar à disposição das autoridades para esclarecer.
  • Haddad ressaltou que proximidade política não pode impedir a atuação das instituições e que adversários também devem ter direito à defesa.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu a aplicação da lei sem distinção política, em relação à operação da Polícia Federal que mirou o senador Jaques Wagner. Haddad falou no Kritikê Podcast nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026.

A PF informou que a investigação apura vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, controlled pelo empresário Daniel Vorcaro. Entre os itens apreendidos estão US$ 55 mil e 33 mil euros, equivalentes a cerca de R$ 471 mil. A apuração também abrange a possível compra de um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

Segundo a PF, há indícios de repasses financeiros entre uma empresa ligada a Vorcaro e familiares de Wagner. A decisão judicial aponta esse fluxo como elemento a ser avaliado na relação entre o senador e o empresário. Haddad afirmou que a proximidade política não pode frear a atuação das instituições.

A assessoria de Wagner informou que os valores apreendidos correspondem a diárias legais recebidas em missões internacionais e foram declaradas. O senador afirmou não ser réu nem ter sido denunciado nos fatos investigados e disse estar à disposição para esclarecer as informações.

Em nota, Wagner negou ter participação em favorecimentos ao Banco Master ou a qualquer instituição financeira. A defesa ressaltou que o apartamento citado nunca integrou seu patrimônio e que não houve atuação em benefício da instituição.

A operação Compliant Zero envolve diversas fases desde novembro de 2025, com atuação da PF em diferentes estados e fases no STF. A 9ª fase, deflagrada em 18 de junho de 2026, autorizou medidas cautelares contra Wagner e determinou restrições de atuação e contato com investigados, com exceções previstas em lei.

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