- A Folha ouviu novamente cinco indecisos três meses depois, mostrando mudanças na posição e expectativa de que os debates ajudem a separar promessa de viabilidade.
- Almir Barros Costa, 72, professor aposentado de Salvador, diz que votaria em Lula com uma “revoltazinha” pela educação; anularia o voto hoje e não apoia Zema ou Caiado.
- Sandra Roque, 50, de São Paulo, já teve expectativa de votar em Zema, mas o considera “banana”; não confia totalmente em Flávio Bolsonaro e mantém dúvidas sobre o candidato.
- Nissen Cabral Jr., 65, de Dourados, pode votar em Lula pela defesa da democracia, embora critique a política fiscal; pretende decidir no primeiro debate nacional.
- Rui Leno Macedo de Moraes, 37, líder da etnia Baré no Amazonas, passou a apoiar Flávio Bolsonaro no primeiro turno para aumentar as chances de vitória, por entender que políticas públicas não chegam à sua base.
Em pesquisa publicada pela Folha, eleitores indecisos foram revisitados três meses após as entrevistas de março para entender a avaliação da disputa presidencial. A pré-campanha segue sem oficialização, mas já gerou frustrações, cálculos de voto útil e expectativa com os debates para esclarecer promessas vs. viabilidade.
Entre os cinco entrevistados, a postura mudou: alguns admitiram anular o voto hoje, outros sinalizam apoio a Lula pela defesa da democracia, e há quem veja Flávio Bolsonaro como a alternativa mais viável para vencer o governo atual. A variação ocorreu mesmo com o cenário sem campanha oficial.
Almir Barros Costa, 72, professor aposentado de Salvador, diz que tende a votar em Lula, mas com revide educacional; ele também afirma que anularia o voto hoje. A crítica recai sobre a educação, com relatos de salas superlotadas e estrutura precária, independentemente do governo em exercício.
Em São Paulo, Sandra Roque, 50, supervisora comercial, declarou que já chegou a considerar Zema, mas o chamou de “banana” por suposta falta de firmeza. A avaliadora cita de longe a relação entre Zema e Flávio e reforça dúvidas sobre confiabilidade em nomes da nova direita.
O agrimensor Nissen Cabral Jr., 65, de Dourados, avalia Lula como possível voto, desde que haja defesa da democracia e da imprensa livre. Ele aponta que o debate nacional definirá seu posicionamento, e critica a política fiscal atual, optando pela ideia de ordem democrática.
No Amazonas, Rui Leno Macedo de Moraes, 37, cacique Baré, mudou de posição: já votaria em Flávio no primeiro turno para aumentar as chances de vitória. O fator seria a percepção de que políticas públicas não chegam à base indígena que representa, segundo ele.
Alguns entrevistados destacam a importância dos debates para medir maturidade dos pré-candidatos. Ednilza Jacinto de Oliveira, 53, auxiliar de cozinha em Peruíbe, afirma que está lidando com vida pessoal e renda, mas que tende a manter o voto suspenso até as discussões nacionais.
O cartunista André Guedes, 45, prefere aguardar os debates para avaliar a maturidade dos pré-candidatos. Renato Lucas da Silva, 60, empresário, mantém reserva em relação a Flávio, associando-o a alianças passadas; prefere Zema apenas se o Novo confirmar mudanças.
Apesar do ceticismo, alguns mencionam que o voto pode depender de como os debates estruturarem as propostas. Um grupo não descarta a manutenção de ações que preservem a democracia, observando o papel de quem possa sustentar instituições.
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