- O presidente Lula avalia o futuro do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado após a operação da Polícia Federal.
- Wagner foi alvo da nona fase da operação Compliance Zero, com acusações de benefícios recebidos e de atuação em favor do Master, em troca de vantagens.
- O governo discute internamente a possibilidade de Wagner deixar a liderança para evitar desgaste político, mas Lula deve decidir na próxima semana.
- Wagner nega irregularidades e afirma não ter atuado em benefício do Master; a família dele é citada em repasses e em(face a imóveis ligados ao caso.
- Parte da base governista pressiona por afastamento, enquanto a defesa da permanência sustenta que ainda não houve conclusão de defesa ou condenação, e que a saída pode complicar a tramitação de pautas do Executivo.
O caso envolvendo Jaques Wagner acende um debate interno no Palácio do Planalto. A PF aponta que o senador, líder do governo no Senado pelo PT, recebeu benefícios ligados ao Banco Master e atuou em favor de interesses do grupo investigado. A defesa afirma que não houve irregularidades.
A operação da Polícia Federal apontou, entre itens apreendidos, imóveis e pagamentos ligados ao núcleo familiar de Wagner. Em Salvador, a suspeita recai sobre um apartamento de 2,4 milhões de reais e repasses a empresas associadas ao grupo. O senador negou irregularidades e disse que não atuou em favor do Master.
Lula mantém a postura de preservar o aliado histórico, mas dificilmente escapa de pressionar por uma definição. A conversa entre o presidente e Wagner está marcada para a próxima semana, segundo apurações de bastidores. A ideia é evitar que o caso vire desgaste político.
Contexto da disputa no Planalto
Aliados próximos avaliam que a permanência de Wagner na liderança pode dificultar negociações no Congresso e ampliar a exposição negativa do governo. A avaliação interna é de que alguém precisa avaliar o impacto político da continuidade do senador.
Reação interna no PT
Dirigentes do partido e parlamentares relatam insatisfação com manifestações públicas de Wagner sobre apoio de Lula. A cúpula petista teme que a entrevista tenha antecipado uma decisão ainda em debate, complicando a busca por uma saída negociada.
Entre na conversa da comunidade