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Lula avalia futuro de Jaques Wagner após operação da PF

Lula avalia manter Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, enquanto aliados pressionam pela saída para evitar desgaste do Planalto após a PF.

No discurso em Belo Horizonte, o presidente Lula não comentou a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado - (crédito: Alexandre Guzanhe/EM/D.A Press .)
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  • O presidente Lula avalia o futuro do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado após a operação da Polícia Federal.
  • Wagner foi alvo da nona fase da operação Compliance Zero, com acusações de benefícios recebidos e de atuação em favor do Master, em troca de vantagens.
  • O governo discute internamente a possibilidade de Wagner deixar a liderança para evitar desgaste político, mas Lula deve decidir na próxima semana.
  • Wagner nega irregularidades e afirma não ter atuado em benefício do Master; a família dele é citada em repasses e em(face a imóveis ligados ao caso.
  • Parte da base governista pressiona por afastamento, enquanto a defesa da permanência sustenta que ainda não houve conclusão de defesa ou condenação, e que a saída pode complicar a tramitação de pautas do Executivo.

O caso envolvendo Jaques Wagner acende um debate interno no Palácio do Planalto. A PF aponta que o senador, líder do governo no Senado pelo PT, recebeu benefícios ligados ao Banco Master e atuou em favor de interesses do grupo investigado. A defesa afirma que não houve irregularidades.

A operação da Polícia Federal apontou, entre itens apreendidos, imóveis e pagamentos ligados ao núcleo familiar de Wagner. Em Salvador, a suspeita recai sobre um apartamento de 2,4 milhões de reais e repasses a empresas associadas ao grupo. O senador negou irregularidades e disse que não atuou em favor do Master.

Lula mantém a postura de preservar o aliado histórico, mas dificilmente escapa de pressionar por uma definição. A conversa entre o presidente e Wagner está marcada para a próxima semana, segundo apurações de bastidores. A ideia é evitar que o caso vire desgaste político.

Contexto da disputa no Planalto

Aliados próximos avaliam que a permanência de Wagner na liderança pode dificultar negociações no Congresso e ampliar a exposição negativa do governo. A avaliação interna é de que alguém precisa avaliar o impacto político da continuidade do senador.

Reação interna no PT

Dirigentes do partido e parlamentares relatam insatisfação com manifestações públicas de Wagner sobre apoio de Lula. A cúpula petista teme que a entrevista tenha antecipado uma decisão ainda em debate, complicando a busca por uma saída negociada.

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