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Milhões recebem alerta falso da Defesa Civil após ciberataque

Defesa Civil Alerta sofre invasão; mensagens com a palavra misantropia chegam a milhões e o sistema fica fora do ar, com PF e Ministério investigando

Mensagem foi enviada como “Alerta Extremo” — usado para avisar a população sobre condições climáticas extremas. (Foto: Suamy Beydoun/AGIF)
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  • Polícia Federal e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional investigam uma invasão ao sistema de alertas da defesa civil que enviou mensagens com a palavra “misantropia” aos celulares de milhões de brasileiros.
  • A mensagem foi enviada como “Alerta Extremo”, utilizado para avisar sobre condições climáticas extremas, possivelmente fruto de ataque hacker.
  • O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que dez alertas foram rastreados em vários estados; o número total de celulares atingidos não foi divulgado.
  • O sistema Defesa Civil Alerta ficou fora do ar a partir de uma hora e trinta minutos de sábado; não há prazo para retorno.
  • A reportagem é da Bloomberg.

Milhões de brasileiros receberam um alerta incorreto da Defesa Civil na madrugada de sábado, causado possivelmente por um ciberataque. A mensagem, classificada como Alerta Extremo, continha a palavra misantropia e foi enviada via celular.

O episódio envolveu o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e a Polícia Federal, que abriram investigação sobre a invasão ao sistema de alertas. A leitura inicial sugere ataque hacker, segundo fontes do ministério.

A plataforma Defesa Civil Alerta ficou indisponível a partir de 1h30 da manhã. O retorno do serviço ainda não tem data definida, e o órgão não confirmou o número de celulares atingidos.

Investigação em andamento

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil confirmou a abertura de apuração para identificar responsáveis e avaliar falhas de segurança. Ainda não há indicação de quantos alertas foram enviados com a palavra irregular nem se houve impacto em ações de resposta a emergências.

Segundo Wolnei Wolff, secretário nacional, não é possível ainda determinar se uma ou mais pessoas participaram do ataque. A PF e o ministério trabalham para esclarecer responsabilidades e evitar novas ocorrências.

Desdobramentos e próximos passos

A investigação busca confirmar a origem do acesso não autorizado e reforçar a proteção de sistemas críticos. O ministério informou que medidas técnicas estão sendo avaliadas para evitar novas falhas e restabelecer o serviço com segurança.

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