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Primeiras-damas disputam eleições apoiadas em clãs familiares

Primeiras-damas sobem aos palcos eleitorais, com candidaturas ao Senado e a estaduais, ampliando a participação feminina e a continuidade de projetos familiares de poder

Primeiras-damas saem dos bastidores para disputar eleições
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  • Pelo menos seis ex-primeiras-damas devem disputar vagas nas urnas, fortalecendo participação feminina e a continuidade de projetos políticos familiares.
  • listadas como favoritas: Michelle Bolsonaro (PL-DF) para o Senado, Gracinha Caiado (União Brasil-GO) para o Senado e Rayssa Furlan (Podemos-AP) para o Senado.
  • Marina Candia, esposa do ex-prefeito JHC, pode disputar deputada federal ou Senado em Alagoas, com a chapa ligada ao PSD.
  • Virgínia Mendes, esposa do ex-governador Mauro Mendes, é candidata a deputada federal em dobradinha com o marido, no Mato Grosso (União Brasil).
  • O movimento destaca a dualidade entre ampliar a presença feminina na política e manter o legacy familiar, com debates sobre renovação versus clãs políticos.

Primeiras-damas deixam bastidores para disputar vagas eletivas, ancorando seus nomes em clãs familiares e redes sociais. O movimento mira fortalecer a presença feminina ao mesmo tempo em que mantém projetos políticos familiares em evidência. Em outubro, ao menos seis ex-primeiras-damas buscam assento no Legislativo.

A estratégia se concentra no Senado, com nomes fortes em estados diferentes. Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Rayssa Furlan (Podemos-AP) aparecem entre as favoritas, ampliando a participação feminina no poder. Elas já ocupavam posições públicas durante gestões dos maridos.

Em Goiás, Gracinha Caiado atua como peça-chave na linha de frente do grupo do ex-governador Ronaldo Caiado, enquanto acompanha as movimentações nacionais do marido, que concorre à Presidência. Em Amapá, Rayssa Furlan concorre ao Senado pela segunda vez, desta vez acompanhando o marido Antonio Furlan (PSD) na chapa de governador.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro concorre ao Senado e atua como cabo eleitoral, priorizando candidaturas femininas conservadoras. Parte da base petista, ela busca consolidar um espaço próprio na política, após enfrentar disputas internas com filhos do ex-presidente na definição de palanques.

Em Alagoas, Marina Candia, esposa de JHC, disputa vaga na Câmara ou no Senado pelo PSDB, com apoio de aliados que destacam sua capacidade de renovação e carisma para enfrentar adversários de peso no estado. Marina já integrou a equipe de JHC e tem atuação destacada nas redes sociais.

No Tocantins e no Mato Grosso, haverá candidaturas associadas a ex-primeiras-damas que concorrem a vagas na Câmara ou no Senado. Virgínia Mendes, mulher do ex-governador Mauro Mendes, também figura como candidata a deputada federal, em dobradinha com o marido, ambos pelo União Brasil.

A pesquisadora Dayanny Rodrigues aponta que o fenômeno do “primeiro-damismo” evoluiu desde os anos 1980, saindo dos bastidores para ocupar espaço público. Segundo ela, as mulheres podem legitimar projetos dos maridos ou ampliar influência política própria, dependendo do contexto.

Além das disputas majoritárias, várias primeiras-damas disputarão vagas em Assembleias Legislativas, especialmente em cidades onde são esposas de prefeitos. Em São Paulo, Regina Nunes (MDB) concorre a deputada estadual, destacando atuação em defesa de causas locais.

O movimento suscita debates sobre renovação política baseada em laços familiares, com críticas sobre a possibilidade de manter estruturas de poder. Especialistas ressaltam a necessidade de clareza sobre vínculos familiares versus trajetórias políticas próprias.

Diversos elementos da reportagem indicam que o “primeiro-damismo” permanece ativo, mas a imprensa observa uma mudança de tom: maior visibilidade e potencial de renovação, mesclando cargos e redes, sem abandonar o propósito de sustentabilidade de projetos familiares.

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