- PT pretende replicar, pelos estados, o encontro nacional de evangélicos realizado em Brasília, como parte do plano de governo de Lula para a reeleição.
- Um grupo de trabalho interno está definindo agendas estaduais, com foco na participação de evangélicos no governo, sem levar Lula a púlpitos.
- O IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT reuniu 218 participantes e decidiu reforçar o diálogo com evangélicos, sem transformar a religião em instrumento político.
- O partido aponta três grupos de trabalho — estratégia eleitoral, comunicação e plano de governo — e pretende acompanhar igrejas já estabelecidas e também desigrejados.
- O PT afirma ter cerca de meio milhão de filiados evangélicos e planeja ainda um encontro nacional de católicos, agendado para 30 de junho.
A ala evangélica do PT propõe replicar, entre os estados, o encontro realizado neste mês em Brasília com lideranças religiosas, influenciadores e cantores gospel. A iniciativa integra o plano de governo de Lula para o seu quarto mandato, segundo a Coluna do Estadão/Broadcast.
Petistas avaliam que a agenda pode sinalizar apoio direto aos evangélicos na campanha de reeleição, sem que haja a ideia de Lula subir ao púlpito em igrejas. A estratégia é criar um canal de diálogo com o segmento, mantendo a separação entre fé e política, conforme o partido.
A ideia envolve um grupo de trabalho interno que elaborará as agendas estaduais até a eleição. Não está prevista a condução de atividades com Lula em espaços religiosos, mantendo a distância entre igreja e palanque.
Em Brasília, o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT reuniu 218 inscritos, com a participação de parlamentares e lideranças de diferentes vertentes. Ao final, o PT divulgou documento enfatizando a diversidade entre evangélicos e rejeitando uso político da religião.
O texto destaca que o partido não pretende criar um programa específico para evangélicos nem transformar igrejas em palanque. Ainda assim, busca ampliar presença e escuta nesses ciclos, incluindo pastores de redes diversas e desigrejados.
Entre os temas considerados relevantes está a atuação de centros religiosos no tratamento de dependência química, com avaliação de que o Estado pode atuar de forma complementar. A tônica é diálogo e cooperação com o setor religioso nessa área.
Segundo análises internas, existe preocupação com a exposição de Lula a vaias em eventos evangélicos, o que motiva a cautela em futuras aparições públicas nesses formatos. Pesquisas de intenção revelam resistência entre parte do público evangélico.
O PT aponta que cerca de 500 mil filiados se identificam como evangélicos. Em junho, também planeja realizar um encontro nacional de católicos da legenda, ampliando o alcance das escolhas pastorais do partido.
Entre na conversa da comunidade