- Com 99,19% das urnas apuradas, Arthur Henrique, do PL, lidera a disputa suplementar para o governo de Roraima com 60,90% dos votos válidos às 20h02.
- Em segundo, aparece o governador interino Soldado Sampaio, do Republicanos, com 35,74% (93.158 votos).
- A eleição teve três chapas: Soldado Sampaio (com Tayla Peres), Nelita Frank (com Bartô Macuxi) e Arthur Henrique (com Subtenente Velton).
- A candidatura de Arthur está contestada; a validade dos votos depende de decisão da Justiça Eleitoral; o Supremo Tribunal Federal negou o recurso do PL para manter a candidatura.
- O impasse envolve desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos, com divergência entre prazos de seis meses e prazos mais curtos (24 a 72 horas) em eleições suplementares convocadas em calendário excepcional.
Com 99,19% das urnas apuradas, Arthur Henrique (PL) lidera a disputa suplementar pelo governo de Roraima, realizada neste domingo, 21 de junho de 2026. Às 20h02, ele somava 60,90% dos votos válidos.
O segundo lugar ficava com Soldado Sampaio (Republicanos), que assumia 35,74% dos votos, equivalente a 93.158 votos. A eleição envolveu três chapas e ocorreu no território de Roraima.
A composição das candidaturas trazia Nelsona Frank (PT) com Bartô Macuxi (Psol) como vice na chapa, e Arthur Henrique com Subtenente Velton (PL) na vice-presidência. Nelsona substituiu Antônia Pedrosa, impedida de concorrer por prazo de desincompatibilização.
O registro de Arthur foi questionado após decisão do STF que derrubou regra de desincompatibilização com antecedência de 24 horas para eleições. O PL acionou a Justiça para manter a candidatura, mas o recurso foi negado.
A Justiça Eleitoral analisa agora se os votos obtidos por Arthur deverão ser validados ou anulados, o que pode alterar o resultado, mesmo com a liderança inicial do candidato do PL. A definição depende de decisões judiciais em curso.
Entenda o impasse: o ministro Flávio Dino argumentou que políticos que ocupavam cargos públicos deveriam cumprir prazos de desincompatibilização estabelecidos pela lei, que podem chegar a seis meses. A defesa de Arthur sustenta que a eleição foi marcada apenas em maio para junho, dificultando o cumprimento do prazo.
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