- O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou pedido de criação da CPI do Master no início de fevereiro, com mais de duas centenas de assinaturas.
- Rollemberg integra a base do governo Lula e afirmou que a investigação deve ocorrer “doa a quem doer” para apurar os escândalos bilionários do Banco Master.
- No dia seguinte, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) protocolou uma CPMI, que reúne deputados das duas Casas, para investigar o tema.
- As comissões não foram abertas pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, devido ao desinteresse político, conforme o texto, em meio a disputas no Centrão, na direita e na base governista, antes das eleições.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou no início de fevereiro um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os chamados escândalos bilionários do Banco Master. A iniciativa foi apresentada pela base governista.
Rollemberg disse que a CPI deve funcionar no Congresso mesmo após a operação de busca e apreensão envolvendo o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), no Senado. A afirmação ocorreu durante evento de lançamento da candidatura de Ricardo Cappelli ao Governo do Distrito Federal.
O parlamentar afirmou ainda que a investigação é necessária doa a quem doer, e criticou a resistência de alguns congressistas. Segundo ele, há parlamentares com “o rabo preso” que dificultam a abertura da investigação, conforme seu discurso no ato de sábado (20).
Mais de 200 assinaturas
O requerimento de Rollemberg foi apresentado com mais de 200 assinaturas entre parlamentares. Um dia depois, Carlos Jordy (PL-RRJ) apresentou requerimento para uma CPMI, que permitiria a participação de membros de ambas as Casas.
Ambas comissões não foram abertas pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O atraso é atribuído ao desinteresse de parte da bancada, em meio ao cenário eleitoral que envolve Centrão, esquerda e base do governo.
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