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Julgamento de PMs pela morte de delator do PCC em aeroporto começa com foragidos

Julgamento de PMs pelo assassinato do delator do PCC no aeroporto começa, com dois mandantes foragidos e réus presos sob custódia

O corpo do delator Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, fuzilado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos; executores serão julgados
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  • Começa, nesta segunda-feira, o julgamento de três policiais militares — Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva — acusados de homicídio e duas tentativas de assassinato no caso do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024.
  • Os três são apontados como executores e motorista da fuga. Dois suspeitos aparecem como mandantes: Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi; Kauê do Amaral Coelho, filmado no saguão apontando a posição, continua foragido.
  • Embora réus, Cigarreira, Didi e Kauê não serão julgados neste processo porque não foram localizados; o caso permanece suspenso para eles. Didi, mesmo foragido, apresentou defesa por meio de advogado, com julgamento separado ainda não definido.
  • A motivação investigada envolve vingança e prejuízo financeiro relacionados a suposto desvio de cerca de US$ 100 milhões pertencentes a Cara Preta, traficante morto em 2021; Gritzbach era acusado de envolve­mento com a lavagem de dinheiro da facção.
  • Estão previstas depoimentos de vinte e uma testemunhas, além do interrogatório dos três réus; mira-se que o julgamento dure até sexta-feira, 26. A defesa contesta a presença dos policiais no aeroporto e aponta irregularidades na investigação.

O julgamento de três policiais militares por homicídio e tentativa de assassinato começa nesta semana, ligado à morte do delator do PCC Antonio Vinícius Lopes Gritzbach. Os PMs Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva irão a julgamento no fórum competente, em São Paulo, no contexto do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. A defesa sustenta inocência e afirma que provas serão apresentadas para contestar a participação dos réus.

A investigação aponta que os três atuaram como atiradores e motorista de fuga no atentado que matou Gritzbach e o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais. Também feriu duas pessoas. A motivação estaria ligada a vingança e a prejuízos financeiros envolvendo o delator e membros da facção PCC.

Até o momento, dois suspeitos considerados mandantes seguem foragidos, identificados como Emílio Castilho, o Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi. Kauê do Amaral Coelho, filmado apontando a posição do alvo no saguão do aeroporto, continua desaparecido. A polícia investiga a possibilidade de deslocamento deles para o exterior.

Julgamento e próximos passos

O processo envolve duplo homicídio doloso e duas tentativas de assassinato, com defesa afirmando que a presença dos réus no aeroporto não foi comprovada no momento do ataque. O júri deverá ouvir 21 testemunhas e realizar o interrogatório dos três réus, com previsão de durar até sexta-feira.

Contexto do caso

A investigação vincula o crime à disputa entre PCC e rivais, além de delação premiada de Gritzbach que detalhava lavagem de dinheiro ligada ao mercado imobiliário e extorsões envolvendo policiais civis. Provas incluem geolocalização, dados de telefonia, material genético no veículo de fuga e imagens de câmeras.

Outros desdobramentos

Entre os desdobramentos já apurados, o Tribunal de Justiça Militar condenou 11 PMs pela escolta do delator, em decisão que tratou de organização criminosa e irregularidades na atuação de segurança. Movimentações processuais apontam a existência de investigações adicionais sobre conduta de policiais civis e da defesa apresentada pelos réus.

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