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Monitoramento aponta crianças de 9 anos em grupos extremistas

Ciberlab identifica crianças de nove anos entre suspeitos de crimes digitais ligados ao extremismo; 132 casos em 21 unidades da Federação entre janeiro e maio

Monitoramento identifica crianças de 9 anos em grupos extremistas
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  • Entre janeiro e maio, pelo menos 132 suspeitos de crimes digitais ligados ao extremismo, ao discurso de ódio e à incitação à violência foram identificados em 21 unidades da Federação.
  • O monitoramento é feito pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para apoiar as polícias e prevenir ataques e crimes digitais.
  • Foi constatada a presença de crianças de apenas nove anos entre os participantes monitorados; a faixa de investigados varia de nove a 35 anos.
  • Ao longo do período, foram deflagradas pelo menos dez operações policiais, com maior concentração em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
  • A operação mais recente da Polícia Federal ocorreu em Jaraguá, Goiás, mirando um adolescente suspeito de coordenar grupos que propagavam conteúdos extremistas.

Em janeiro a maio deste ano, pelo menos 132 suspeitos de envolvimento com crimes digitais ligados ao extremismo, ao discurso de ódio e à incitação à violência foram identificados em 21 unidades da Federação. O monitoramento é realizado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Entre os investigados, já foi constatada a participação de crianças de apenas nove anos em alguns grupos monitorados. Delegados ouvidos na entrevista destacaram que o conjunto de suspeitos costuma variar entre 9 e 35 anos, com adolescentes atuando na disseminação de conteúdos violentos.

A atuação do Ciberlab envolve o uso de tecnologia para identificar autores de crimes na internet e apoiar a desarticulação de grupos criminosos. O laboratório monitora conteúdos extremistas em ambientes abertos e fechados, incluindo deep e dark web, para mapear a disseminação de discursos violentos.

O papel do Ciberlab

O núcleo também busca prevenir ataques a escolas e outros crimes digitais, gerando relatórios de inteligência a partir de dados coletados de plataformas digitais e informações de organismos internacionais. Esses relatórios são encaminhados às polícias responsáveis para orientar operações como as 10 deflagradas neste ano, com apoio do Ciberlab.

A Polícia Federal realizou a ação mais recente na sexta-feira (19/6) em Jaraguá (GO), visando um adolescente suspeito de coordenar, a partir de um computador, grupos que propagam conteúdos extremistas e incentivam a prática de crimes.

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